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O campo, o microfone e a responsabilidade

Minha primeira vez como repórter no jogo do Corinthians foi mais sobre construção do que sobre futebol

João Liberato Sem Roteiro|João LiberatoOpens in new window

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O dia em que estar no campo me fez entender que construir uma carreira é aceitar desafios antes de se sentir pronto Arquivo pessoal

Quando o Cléber Machado me desafiou a ir ao jogo do Sport Club Corinthians Paulista como repórter, eu aceitei. Mas, por dentro, eu sabia: aquilo não seria apenas mais uma gravação. Era a primeira vez. E a primeira vez sempre carrega algo maior do que o momento em si.

Eu estava nervoso. Muito. Mas comecei a perceber que o nervosismo não era insegurança. Era responsabilidade. Pisar no campo, dividir espaço com profissionais experientes, segurar o microfone e saber que eu precisava entregar conteúdo — tudo aquilo me colocou diante de uma pergunta silenciosa: “Você está pronto para assumir esse lugar?”


Construção não acontece no conforto. Ali, no meio do estádio, eu entendi algo importante: crescer dói um pouco. Você se sente pequeno. Se sente aprendendo. Se sente iniciante. E tudo bem.

Eu perguntava o que era zona mista. Observava como os repórteres se posicionavam. Prestava atenção na postura, no timing, na segurança.


Os repórteres Pedro Ramiro e Duda Gonçalves foram fundamentais nesse processo. Eles não apenas explicaram a dinâmica do estádio — eles me mostraram, na prática, como se constrói respeito na profissão. E eu estava ali, absorvendo. Muito além de meu time ganhar.

Sim, o Corinthians venceu. E, como torcedor, aquilo já teria sido especial. Mas, naquele dia, a vitória que ficou para mim foi outra. Foi perceber que eu consigo atravessar o nervosismo. Que eu posso aprender em público. Que eu posso ocupar espaços que antes pareciam grandes demais.


Estar uniformizado, com o microfone na mão, ouvindo as pessoas gritarem “Vai, Corinthians!” atrás da câmera… foi simbólico. Não era sobre aparecer. Era sobre pertencer.

A primeira vez é sempre desconfortável. Mas ela marca o início de uma nova versão da gente. Na próxima, eu vou estar mais preparado. Na outra, mais seguro. E assim a construção acontece — não em saltos gigantes, mas em pequenas experiências acumuladas.


Aquele dia não foi só sobre ser repórter por algumas horas. Foi sobre entender que estou, passo a passo, construindo meu próprio caminho. E que cada desafio aceito me aproxima um pouco mais da pessoa e do profissional que eu quero me tornar.

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