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‘A escolha por um animal não pode ser impulsiva’, diz Julinho Casares

Especialista em comportamento animal também falou sobre penas mais severas para quem pratica maus-tratos; confira

RPet|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Julinho Casares alerta para a responsabilidade na escolha de um animal de estimação, enfatizando que a decisão deve ser planejada.
  • A alta taxa de abandono de pets no Brasil é atribuída à falta de planejamento para o futuro com o animal.
  • A adoção solidária é destacada como uma solução para reduzir o número de pets abandonados, com abrigos lotados.
  • Casares defende penas mais severas para maus-tratos a animais, que vão além da violência física.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O especialista em comportamento animal e apresentador da RECORD, Julinho Casares, falou em entrevista para o Link News sobre como a população de cerca de 150 milhões de pets e seu crescimento contínuo têm alimentado um mercado bilionário com pouca responsabilidade.

A escolha por um animal não pode ser impulsiva, deve ser planejada [...] Temos que saber das necessidades de um animal. Se a pessoa mora em um lugar pequeno, ela vai precisar entender que ela vai ter que sair mais vezes ao dia para fazer exercícios com o animal; se ela for viajar, onde esse animal vai ficar? Então, nesse planejamento, a gente precisa pensar muito antes de escolher um animal”, argumentou o especialista.


Julinho Casares ainda explicou que a taxa de abandono de animal no Brasil é alta devido à falta de projeção de um futuro que pode ultrapassar 10 anos com o animal. Segundo o apresentador, é necessário ter paciência e disponibilidade financeira e de tempo para com os mascotes.

Além disso, Casares enfatizou que a adoção solidária — ação social focada em dar um lar a cães e gatos resgatados de situações de risco, abuso ou abandono — é um dos caminhos para a diminuição da população de pets abandonados: “Hoje a realidade da causa animal é muito dura, porque todos os abrigos estão lotados. Então, quando a gente vai resgatar um cachorrinho ou um gato, o grande problema é o depois daquilo”, enfatizou.


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De acordo com o especialista, os cuidados para os SRD (cachorros sem raça definida), mais conhecidos como os amados vira-latas, são mais avaliativos e cuidadosos, já que, se forem adotados, os donos precisarão ser informados sobre o porte, o temperamento, a linhagem genética, a sua idade e outros dados que se obteriam com cães de raça.

“Muitas vezes a melhor opção é adotar um cachorro mais velho, um de dois ou três anos; você já sabe que ele vai ter aquele tamanho e aquele temperamento [...] Já adotar um filhotinho terá essas dúvidas, mas o benefício é que você vai poder treinar ele”, disse.


Já para os gatos, o apresentador explicou que as coisas se tornam diferentes devido à natureza reservada e quieta do animal: “Os gatos são muito mais independentes, são mais na deles; eles conseguem se adaptar melhor aos ambientes e não têm a necessidade de sair com eles e gastar energia porque você pode fazer isso dentro de casa”, expressou.

O especialista destacou que, para animais atípicos, a questão muda completamente, já que, de acordo com ele, “não é para qualquer pessoa” ter pets incomuns. Tudo ligado a esses mascotes é mais complexo de ser encontrado e mais caro, como veterinário e casinhas.


“Eu acho que faltam penas mais severas para quem pratica maus-tratos, e, deixando claro, que os maus-tratos não são só bater no animal, é deixar ele sem comida, deixar exposto ao sol e chuva, deixá-los acorrentados [...] Hoje, as pessoas, muitas têm o desconhecimento das leis, mas também há uma falta de fiscalização”, afirmou Casares.

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