Cadela some, dá à luz na mata, é encontrada e conduz donos até os filhotes
Após semanas de buscas em área rural na Inglaterra, Patsy foi localizada e levou os tutores por quase 1,5 km até o local onde escondia a ninhada
RPet|Do R7
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Com os filhotes aconchegados ao seu lado, a cadela Patsy hoje vive uma rotina tranquila no interior da Inglaterra. O cenário de calma, no entanto, só foi possível após uma sequência de acontecimentos que mobilizou seus novos tutores por semanas e terminou com um resgate delicado em meio a bosques e arbustos espinhosos.
Patsy, uma cadela de dois anos resultado do cruzamento entre cocker spaniel e chihuahua, foi adotada por Christine e Leslie Reading no dia 17 de março. O casal, ambos com 74 anos, mora em Yarsop, na Inglaterra, e havia acolhido o animal após a antiga dona informar que não poderia mais mantê-lo por restrições impostas pelo proprietário do imóvel onde vivia.
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Segundo Christine Reading, Patsy se adaptou rapidamente à nova casa. Ela corria pelo jardim e aparentava estar à vontade no ambiente. Mas, apenas 24 horas após chegar, encontrou uma abertura sob a cerca e fugiu.
A última imagem que Christine teve da cadela foi a de Patsy correndo em direção a uma grande área de mata privada situada no outro lado do vale. O bosque tem cerca de 30 quilômetros quadrados, o que tornou a busca ainda mais difícil.
A partir daquele momento, o casal iniciou uma intensa mobilização para encontrar o animal. Cartazes de desaparecimento foram espalhados pela região, apelos foram publicados nas redes sociais e panfletos foram distribuídos em um raio de cerca de 13 quilômetros ao redor da residência.
Durante semanas, moradores relataram avistamentos da cadela em cinco vilarejos e povoados da região. No entanto, sempre que alguém tentava se aproximar, Patsy se assustava e voltava a correr por longas distâncias.
Christine chegou a tentar instalar armadilhas humanitárias para capturá-la, mas não conseguia chegar antes que o animal desaparecesse novamente. Com o passar do tempo, os relatos começaram a se concentrar em uma fazenda próxima ao pequeno povoado de Brinsop, a quase seis quilômetros da casa da família.
O proprietário da fazenda autorizou Christine a montar uma armadilha em um celeiro. O equipamento funcionava com uma placa de pressão e estava conectado a uma câmera sensível a movimentos, que enviava notificações automáticas.
Antes de Patsy entrar no dispositivo, a armadilha capturou um gato e o cão da própria fazenda. Depois de várias tentativas, Christine recebeu um novo alerta no celular e descobriu, finalmente, que a cadela havia sido capturada.
O casal acreditou que a história estava perto do fim. No entanto, logo na primeira noite de volta para casa, Patsy passou horas uivando de forma contínua, demonstrando intenso desconforto.
Ao perceber que a cadela estava produzindo leite, os tutores a levaram ao veterinário. O exame confirmou que ela havia dado à luz muito recentemente.
A revelação transformou o reencontro em uma nova missão. Se Patsy havia se tornado mãe enquanto esteve desaparecida, os filhotes ainda estavam escondidos em algum lugar nos arredores.
Christine retornou com a cadela à fazenda onde ela havia sido encontrada, imaginando que os filhotes estivessem em algum galpão. Mas, presa a uma guia longa, Patsy disparou em direção ao campo aberto.
À medida que o terreno se tornava mais acidentado, Christine chamou o marido, Leslie, para assumir a condução da cadela. Ele seguiu com Patsy por uma trilha que avançava por mata fechada e vegetação espinhosa.
O percurso se estendeu por quase 1,5 quilômetro. Em determinado momento, Patsy entrou em um emaranhado de arbustos com espinhos. Leslie decidiu não soltar a guia, temendo perder novamente a cadela, e passou a avançar de joelhos pelo terreno.
Do outro lado da vegetação, ele encontrou um grande carvalho. Entre as raízes da árvore estavam os quatro filhotes recém-nascidos.
A primeira impressão foi preocupante. Os pequenos estavam imóveis e frios, o que levou Leslie a acreditar que todos haviam morrido.
Na tentativa de aquecê-los, ele colocou os filhotes dentro do suéter que vestia. Pouco depois, sentiu um deles se mexer.
O filhote chegou a rastejar pela manga da roupa e apareceu na extremidade do casaco, obrigando Leslie a segurá-lo rapidamente. Ao final, três dos quatro cães foram reanimados.
Para indicar sua localização exata, Leslie utilizou um aplicativo e enviou as coordenadas a amigos. Eles chegaram ao local com ferramentas de poda e o ajudaram a sair do emaranhado de arbustos.
A família levou imediatamente a ninhada a uma clínica veterinária da região. Apesar dos esforços, o menor filhote, uma fêmea, não sobreviveu.
Os outros três, todos machos, apresentaram boa recuperação e passaram a se desenvolver normalmente ao lado da mãe.
Como o período médio de gravidez em cães é de cerca de nove semanas, o casal concluiu que Patsy deve ter dado à luz poucos dias antes de ser capturada.
Para Christine, o nascimento dos filhotes pode ter contribuído para que a cadela permanecesse em uma mesma área, facilitando sua localização.
Após toda a experiência, Patsy retornou à casa dos Reading mais magra, mas em boas condições. Segundo a tutora, a pelagem continua brilhante e a cadela se mostrou uma mãe dedicada.
Christine afirma que o comportamento de fuga desapareceu desde o reencontro com os filhotes. A família também reforçou a cerca do jardim para evitar que a situação se repita.
O casal decidiu ficar com um dos filhotes, o único de pelagem preta em uma ninhada predominantemente creme.
Os outros dois filhotes devem ser adotados por parentes da família, o que permitirá que permaneçam próximos dos tutores e da mãe.
Com seis filhos e 19 netos entre ambos, Christine e Leslie agora ampliam ainda mais a família com a chegada dos novos cães.














