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Contra circos e caça por marfim, ONG cuida de elefantes e pretende criar santuário no Brasil

Paulistana Junia Machado é apaixonada pela espécie e integra instituição internacional 

RPet|Do R7*

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Em frente ao Congresso, ativistas da ElephantVoices manifestam
Em frente ao Congresso, ativistas da ElephantVoices manifestam

Desde a última segunda-feira (17), um grupo de ativistas está acampado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, com o intuito de pressionar parlamentares a aprovar projetos de lei que contemplem os direitos dos animais. Dentre eles, está a ElephantVoices, ONG internacional voltada à proteção dos elefantes. Em conversa com o R7, Junia Machado, representante da organização no Brasil, explica que o País vive uma situação bastante favorável a essas mudanças depois da retirada dos beagles de um laboratório de testes, em São Paulo.

— Está aumentando a atenção e a tendência é melhorar. Há um grupo de deputados focados na causa e com ideias de medidas interessantes e inovadoras. E a voz do povo está ficando mais forte.


Uma das exigências do grupo é a aprovação do projeto de lei de nº 7.291/2006. Ele visa o fim do uso de animais em circos em todo o território nacional. Apesar de já ser proibido em 10 estados do País, ainda há regiões em que é possível encontrar atrações com os grandes mamíferos. "Como é um realidade afastada de algumas pessoas, muitas delas nem têm o conhecimento de que essa prática ainda existe", explica a militante brasileira.

Acostumada a salvar elefantes, Junia lembra do resgate de uma elefanta na Paraíba, cidade cuja presença de animais em atrações circenses é ilegal. O animal foi salvo e levado para um zoológico municipal. Apesar do salvamento, a atividade tem suas considerações sobre cativeiros.


— Normalmente, os animais ficam sozinhos e em regiões muito menores do que estão acostumados e sem poder caminhar longas distâncias, o que os deixam doentes física e mentalmente.

Santuário Nacional


Uma opção para abrigar os animais resgatados seria criar um Santuário de Elefantes. Segundo Junia Machado, o projeto de um espaço especializado no Brasil existe há dois anos e deve ser anunciado em breve.

Inicialmente, nem mesmo as visitas monitoradas serão permitidas no local. No entanto, pensa-se em colocar câmeras em todo o território para que possam ser acessadas por estudiosos ou apaixonados pela espécie.


Amor por elefantes

Desde pequena, Junia tem paixão pelos animais. Em uma de suas leituras sobre a vida selvagem, a paulistana se deparou com o elefante africano e um texto com o título Elefantes são quase humanos. "Depois disso, fiquei maravilhada com a espécie e empolgada para um dia vê-los de perto", explica.

Em 2005, ela fez sua primeira visita à África, onde pôde ter contato com a realidade preocupante em que os animais vivem. No continente, é bastante comum a caça desenfreada para a obtenção de marfim. Com tantos combustíveis e alertas para que a espécie seja preservada, Junia está empenhada em cuidar do maior número de elefantes possível em território nacional.

*Colaborou, Rebeca Tosta, do R7

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