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Entenda os perigos de oferecer alimentos para animais silvestres

Fêmea de macaco-prego diagnosticada com diabetes acende alerta sobre os cuidados com a alimentação da espécie

RPet|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma fêmea de macaco-prego foi diagnosticada com diabetes mellitus após ser resgatada em Uberaba, Minas Gerais.
  • O veterinário Claudio Yudi alertou que a alimentação inadequada por humanos, como pães e doces, contribuiu para a doença da macaca, chamada Chica.
  • Chica não poderá retornar à natureza devido à necessidade de controle constante de sua glicose, semelhante ao tratamento de humanos diabéticos.
  • O veterinário recomenda não alimentar animais silvestres, pois isso pode causar doenças e desequilíbrios nutricionais.

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Uma fêmea de macaco-prego, resgatada na Mata do Ipê, em Uberaba (MG), foi diagnosticada com diabetes mellitus após 25 dias de internação no HVU (Hospital Veterinário da Uniube). O caso é raro em primatas não-humanos no Brasil e acende um alerta sobre a alimentação de animais silvestres em todo o país.

Em entrevista ao News das 19h desta quinta-feira (5), o médico veterinário Cláudio Yudi explica que, inicialmente, o animal foi recolhido por servidores do município e foi diagnosticado com pneumonia, possivelmente devido à quantidade de chuva registrada em janeiro na região. Segundo ele, o nível elevado de açúcar no sangue foi interpretado pelos profissionais como uma reação à captura.


Um pequeno macaco está dentro de um cercado metálico, sentado sobre panos brancos e um cobertor amarelado. Ao lado do animal há um pote metálico vazio
Chica, como ficou conhecida, passou 25 dias internada até ser diagnosticada Reprodução/Record News

Após outros testes, o veterinário conta que a macaca — apelidada de Chica — apresentava um caso de diabetes, extremamente raro entre indivíduos da espécie que vivem livres. Yudi pontua, no entanto, que macacos que têm uma vida longa podem apresentar esse tipo de quadro.

“Foi devido à alimentação inadequada da macaca pelas pessoas que andam no parque. Davam um excesso de açúcar, como pão, pão de queijo, algodão doce, e temos relatos de até sorvete que foi oferecido para essa macaca. E, por isso, ela foi apresentando essa doença”, explica.


O veterinário lamenta que Chica não possa mais voltar para a natureza ou para a mata onde vivia, já que é necessário fazer o controle do açúcar no organismo do animal: “O que a gente faz para a macaca é muito semelhante ao que a gente faz em seres humanos. Dando medicação oral e, em casos graves ou necessários, a gente pode dar até insulina via injeção, como os diabéticos humanos.”

O médico ainda alerta sobre o perigo de oferecer alimentos inadequados para animais silvestres, pois eles podem transmitir e contrair doenças dos humanos, além de provocar desequilíbrios nutricionais.


“Que a Chica fique de exemplo para nós de não alimentarmos esses animais em praças, em parques, em locais de conservação. A alimentação deles é própria. E, quando existe um acompanhamento, deve ser feito por um profissional, um médico veterinário ou um zootecnista”, finaliza.

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