Nova pílula promete aumentar expectativa de vida de cães idosos
Tratamento experimental atua sobre processo biológico e ainda depende de validação sanitária
RPet|Do R7
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Uma nova pílula de uso diário, desenvolvida por cientistas veterinários, pode ajudar cães idosos a viver mais. O medicamento ainda está em fase de análise regulatória, mas já apresenta resultados iniciais considerados promissores por pesquisadores e pela empresa responsável pelo projeto.
O tratamento, chamado LOY-002, é desenvolvido pela empresa de biotecnologia Loyal, com sede em San Francisco, nos Estados Unidos. A proposta é inédita: em vez de combater doenças específicas, a pílula atua diretamente no processo de envelhecimento biológico dos animais.
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A iniciativa pode representar uma mudança significativa na medicina veterinária. Atualmente, o cuidado com cães idosos é voltado ao tratamento de doenças como artrite, câncer e disfunções cognitivas. A nova abordagem busca agir na origem desses problemas, retardando o avanço da idade.
O medicamento é indicado para cães com mais de 10 anos e peso acima de 6,3 quilos. Ele tem sabor de carne e deve ser administrado sob prescrição veterinária. Segundo os desenvolvedores, o objetivo é prolongar não apenas o tempo de vida, mas também os anos com qualidade.
O funcionamento da pílula está relacionado ao hormônio IGF-1, que atua no crescimento e no metabolismo. Embora seja essencial na fase inicial da vida, níveis elevados desse hormônio na idade adulta estão associados ao envelhecimento acelerado, especialmente em cães de médio e grande porte.
Ao reduzir os efeitos do IGF-1, o medicamento busca desacelerar o “relógio biológico” dos animais. Com isso, há potencial para diminuir o risco de doenças associadas à idade e preservar a mobilidade e o bem-estar dos cães por mais tempo.
Especialistas envolvidos no projeto destacam que a proposta é atacar a causa central de diversas enfermidades. Em vez de tratar cada doença individualmente, a ideia é agir sobre o mecanismo que contribui para o surgimento de várias delas ao longo da vida.
Testes iniciais indicam que a pílula pode acrescentar anos à vida dos cães, embora os ganhos exatos ainda estejam em estudo. Um ensaio clínico em andamento, considerado o maior já realizado na medicina veterinária, acompanha mais de 1.300 animais em dezenas de clínicas nos Estados Unidos.
O medicamento já superou duas das três etapas exigidas pela agência reguladora norte-americana para aprovação. Caso receba a autorização final, a expectativa é que o produto chegue ao mercado até o fim de 2026.
Apesar do avanço, especialistas alertam que o tratamento ainda não está disponível e não substitui cuidados tradicionais, como alimentação adequada, exercícios e acompanhamento veterinário regular. Ainda assim, a proposta abre caminho para uma nova forma de encarar o envelhecimento não apenas em animais, mas, futuramente, também em humanos.














