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Saiba quais cuidados tomar ao viajar com seu animal de estimação

Veterinário explica o que fazer para que seu pet tenha um trajeto confortável e seguro. Saiba também qual é a documentação necessária

RPet|Do R7

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Animais precisam de documentação específica
Animais precisam de documentação específica

Viajar com animais de estimação, ou mesmo comprar um cãozinho em outro país e transportá-lo para casa, pode se tornar uma verdadeira dor de cabeça ou até se desdobrar em um final trágico.

Foi o que aconteceu com um cachorro da raça yorkshire terrier, que morreu em uma instalação de quarentena do aeroporto de Nova York, depois de contrair o parvovírus canino, que é altamente contagioso.


O animal estava com outros 10 cães que haviam sido importados da Rússia e foram impedidos de irem direto para os novos proprietários depois de problemas com a documentação. O episódio se desdobrou em uma disputa judicial que já dura semanas. E, recentemente, outro cachorro do grupo também ficou doente.

O médico-veterinário Marcio Barboza explica que é necessário que o pet passe por uma consulta antes da viagem, para que seja possível verificar se ele está apto a viajar. A orientação vale tanto para quando os proprietários já convivem com o animal ou em caso de transporte após a compra. “Além disso, é muito importante que o animal esteja com as principais medidas de prevenção de doenças em dia, como antiparasitários e vacinações”.


Seja em viagem de carro ou de avião, a caixa de transporte é indispensável, e ela precisa ter um tamanho confortável e ser bem ventilada. Cuidados com a alimentação também são importantes para que o animal não fique enjoado durante o trajeto; a orientação do profissional é que o tutor evite alimentar o pet com grandes quantidades de comida nas três horas que antecedem a viagem. 

A carteira de vacinação do pet precisa estar em dia
A carteira de vacinação do pet precisa estar em dia

Se o animal for muito agitado, o veterinário pode recomendar uma medicação que poderá acalmá-lo durante o trajeto. “Levar a coleira de identificação com todos os contatos e a documentação, como carteira de vacinação, também é fundamental”, afirma.


Problemas de saúde relacionados a algumas raças podem impedir que o animal de estimação seja levado em alguma viagem. Cães braquicefálicos, como os buldogues, shitzus e até alguns sem raça definida, podem ter a respiração prejudicada devido a conformação de suas narinas, principalmente em momentos de estresse ou intenso calor, explica Barboza.

Nesses casos é importante seguir as regras e restrições impostas pelas empresas aéreas. Para diminuir o estresse dos animais durante a viagem, algumas companhias autorizam a viagem junto com o tutor.


No caso de passeios turísticos, a dica de Barboza é que o tutor busque saber se a região de destino tem prevalência de doenças específicas, como a leishmaniose, para que das medidas apropriadas de prevenção possam ser tomadas.

Documentação do animal

Para que cães e gatos possam fazer viagens internacionais é necessário que o tutor apresente o histórico de saúde do animal, que no Brasil é o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, que pode ser usado várias vezes; ou o Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido a cada viagem - ambos emitidos pelo pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“É importante verificar quais são as regras de cada companhia aérea para o transporte dos animais domésticos e se existem outras exigências específicas para a entrada no animal no país de origem”, explica a advogada Sthefani Passos.

Problemas durante a viagem

A caixa de transporte é indispensável para a segurança e conforto do animal
A caixa de transporte é indispensável para a segurança e conforto do animal

Caso o proprietário enfrente problemas durante a viagem, sejam eles burocráticos ou relacionados à manutenção da vida do animal, a advogada explica que, dentro do território nacional, o tutor pode acionar os mecanismos de proteção ao consumidor, como o Procon. Para os que estiverem no exterior, vale buscar informações junto aos Consulados Brasileiros.

Em situações como a ocorrida no aeroporto de Nova York, o tutor pode exigir judicialmente que a empresa seja responsabilizada. “Tratando-se de empresa estrangeira, deverá ser observado se o país é signatário de alguma convenção internacional sobre transportes, que regulará o tema, como, por exemplo, a Convenção de Montreal e Varsóvia. Em última instância, deverá ser acionado o judiciário, através do qual a pessoa lesionada poderá pleitear uma possível indenização pelo dano sofrido”, orienta Passos.

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