Cavalos cantam e assobiam enquanto relincham, aponta estudo
Animais podem ter desenvolvido vocalizações para transmitir mensagens uns aos outros
Bichos|Do R7
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Um estudo publicado na revista Current Biology aponta que os cavalos assobiam e cantam ao mesmo tempo em que estão relinchando. Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram a mecânica de como o som é emitido pelos animais.
“Os cavalos foram domesticados há mais de 4 mil anos e ainda não sabíamos como eles produziam seus sons”, afirmou Elodie Briefer, professora associada da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e uma das autoras da pesquisa, ao The New York Times.
Animais de grande porte costumam ter laringe e grandes cordas vocais, que vibram para produzir sons graves. Os cavalos pareciam desafiar a regra, já que emitem relinchos agudos.
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Briefer e seu grupo de pesquisa conduziram testes com dez cavalos para compreender como os tons eram gerados na laringe durante os relinchos. Para isso, utilizaram uma câmera endoscópica, que permitiu captar imagens detalhadas do órgão.
Os registros mostraram que, ao emitir sons graves, as pregas vocais dos cavalos vibravam de modo semelhante ao que ocorre com humanos ao cantar. Já nos sons agudos, as estruturas da laringe permaneciam imóveis.
Os estudos continuaram com a análise do espectrograma (um tipo de representação visual das frequências de uma onda sonora). Nele, a pesquisadora constatou a presença simultânea de dois sons distintos: um de alta e outro de baixa frequência.
“Todo mundo achava que os cavalos produziam frequências muito mais altas do que o previsto pelo tamanho corporal”, disse ao NYT. “Eles não tinham percebido que, abaixo desse tom agudo, existe um tom grave.”
Testes conduzidos em laboratório com laringes dissecadas de cavalos mortos contribuíram para entender melhor o fenômeno. Ao conectar as estruturas a um fluxo de ar, os cientistas constataram que o som agudo não era resultado da vibração das pregas vocais, mas da passagem forçada do ar pela laringe. Essa interação produzia um ruído semelhante a um assobio, como se o próprio órgão atuasse como um apito natural.
Para os pesquisadores, a prova de que o agudo de um relincho era um assobio veio quando eles fizeram a troca do ar comprimido por hélio. Por meio dele, o som se propaga mais rapidamente do que no ar comum.
“Quando sopramos hélio pelas laringes pela primeira vez, a mudança de frequência foi notória, e soubemos que tínhamos resolvido o mistério”, disse em comunicado William Tecumseh Fitch, professor da Universidade de Viena, na Áustria, e também autor do novo artigo.
Segundo os cientistas, os cavalos provavelmente desenvolveram essas vocalizações para transmitir mensagens uns aos outros. Além disso, a característica permitiria que eles conseguissem se comunicar a longas distâncias de forma eficiente.
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