Entenda por que a Coreia do Sul vai acabar com a criação de ursos e realocar cerca de 200 animais
Criação de ursos no país se baseou no uso tradicional de substâncias de origem animal para fins medicinais
Bichos|Do R7
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A Coreia do Sul vai pôr fim à criação de ursos em cativeiro e iniciar a realocação de cerca de 200 animais mantidos nessa indústria, encerrando uma prática que existe há cerca de quatro décadas no país. A medida foi anunciada na terça-feira (30) pelo Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente e entra em vigor nesta quinta (1º).
A decisão resulta de um acordo firmado em 2022 entre o governo, agricultores e ativistas de defesa dos animais. Pelo arranjo, organizações civis irão supervisionar a venda dos ursos mantidos nas fazendas, enquanto o governo ficará responsável por definir o destino dos animais após a compra, incluindo a transferência para santuários.
Atualmente, cerca de 200 ursos ainda permanecem em 11 fazendas no país, segundo a Associated Press. O número não inclui outros 21 animais que já foram comprados e transferidos neste ano para um santuário na província de Jeolla. A implementação da nova regra enfrenta impasses sobre o valor que os criadores devem receber, o que tem atrasado parte das negociações.
Com a entrada em vigor da proibição, os agricultores terão um prazo de seis meses para vender os animais. Quem descumprir a nova legislação poderá enfrentar penas que variam de dois a cinco anos de prisão. Durante o período de transição, o governo informou que oferecerá recursos financeiros para que os fazendeiros cuidem dos ursos enquanto aguardam a realocação ou a compra.
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Um dos criadores, Kim KwangSoo, da cidade de Dangjin, afirmou à Associated Press que ainda não conseguiu vender nenhum de seus 78 ursos e relatou dificuldades enfrentadas por outros produtores. Segundo ele, alguns agricultores aceitaram valores muito baixos devido à pressão financeira. KwangSoo, que é secretário de um grupo de criadores, classificou a nova política como “uma política muito ruim”, mas disse que pretende “cumprir a lei”.
A criação de ursos em cativeiro teve início na Coreia do Sul na década de 1980 e se baseou no uso tradicional de substâncias de origem animal para fins medicinais. Ao longo dos anos, no entanto, a prática passou a ser alvo de críticas crescentes de organizações de proteção animal e de parte da comunidade internacional, que questionam o tratamento dado aos animais.
O ministro do Meio Ambiente, Kim Sungwhan, afirmou que a medida reflete um compromisso do país com padrões mais elevados de proteção da vida selvagem.
“Nosso plano para acabar com a criação de ursos em cativeiro é uma implementação da determinação do nosso país em melhorar o bem-estar dos animais selvagens e cumprir nossa responsabilidade internacional”, disse em comunicado. “Nos esforçaremos para proteger os ursos até o último deles.”
A iniciativa marca um passo significativo na política ambiental sul-coreana e encerra uma atividade que, apesar de tradicional, vinha sendo cada vez mais contestada dentro e fora do país.
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