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Gato selvagem fica preso dentro de paredes de porão e é resgatado após 11 dias

Grupo de resgate passou a abrir buracos nas paredes e usar câmeras e dispositivos de escuta para localizar a gata

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma gata selvagem chamada Luna ficou presa por 11 dias nas paredes de um banheiro em Winnebago, Illinois.
  • Voluntários e profissionais tentaram resgatá-la usando gaiolas, comida e buracos nas paredes, além de câmeras e dispositivos de escuta.
  • Após localizar Luna, uma das voluntárias foi mordida, mas ainda assim o resgate foi considerado um sucesso.
  • Luna foi reintegrada à sua colônia após avaliação veterinária, e seu comportamento de se esconder é comum entre gatos selvagens.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após avaliação veterinária e liberação médica, Luna foi devolvida à colônia de gatos selvagens da qual fazia parte
Após avaliação veterinária e liberação médica, Luna foi devolvida à colônia de gatos selvagens da qual fazia parte Yargo S. Walkowicz/Pexels

Uma gata selvagem ficou presa por 11 dias dentro das paredes de um banheiro no porão de uma casa em Winnebago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mobilizou voluntários, familiares e profissionais da construção civil até ser resgatada com vida.

O caso envolveu Luna, uma gata que vivia em uma colônia de animais selvagens e havia sido capturada de forma humanitária para castração pela organização Northern Illinois Prevention of Cat Overpopulation, a NIPCO. Após o procedimento, a voluntária Danielle Freeman levou a gata para casa com o objetivo de oferecer um local seguro para a recuperação pós-cirúrgica.


Durante esse período, Luna tentou se esconder e encontrou uma abertura na parede do banheiro do porão. A gata entrou no vão e acabou ficando presa, sem conseguir sair. Freeman percebeu o desaparecimento e tentou inicialmente atraí-la com uma gaiola e alimentos, mas sem sucesso.

“Comecei a entrar em pânico”, contou Freeman ao noticiário local WIFR. “Coloquei uma gaiola-armadilha dentro do banheiro e presumi que ela sairia.”


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Após um dia sem qualquer sinal de que Luna conseguiria escapar sozinha, Freeman pediu ajuda a conhecidos e a profissionais da área. Entre eles estava Kristina O’Neill, da Koja Construction, que avaliou a situação logo no início.

“Quando fui ver, fazia apenas um dia que ela estava presa. Eu disse para colocarem comida e água, achando que ela sairia”, afirmou O’Neill à WIFR.


A estratégia também não funcionou. Com o passar dos dias, o grupo passou a abrir pequenos buracos nas paredes e usar câmeras e dispositivos de escuta para localizar a gata. O primeiro sinal de que Luna ainda estava viva veio pelas imagens captadas no interior da parede.

“Conseguimos ver os olhos dela brilhando e piscando”, relatou O’Neill.


Depois de dez dias de buscas, a equipe conseguiu localizar Luna em um ponto mais acessível. O’Neill tentou puxá-la com as mãos e acabou mordida, o que resultou em atendimento hospitalar, uso de antibióticos e o desenvolvimento de um coágulo sanguíneo. Mesmo assim, ela disse que repetiria a ação.

“Ela se virou quase instantaneamente e me mordeu bem na mão”, lembrou.

O resgate foi descrito por Freeman como inesperado, diante do tempo em que a gata permaneceu presa.

“Como essa gata ainda está viva depois de mais de 10, 11 dias sem comida ou água? E aqui está ela, cheia de energia, se debatendo, parecendo completamente bem”, disse.

Após avaliação veterinária e liberação médica, Luna foi devolvida à colônia de gatos selvagens da qual fazia parte. Segundo a NIPCO, a gata havia sido castrada, vacinada e examinada antes do incidente, o que permitiu que fosse reintegrada ao grupo sem risco de contribuir para a superpopulação felina.

Em comunicado à revista People, a organização explicou que o comportamento de Luna é comum entre gatos selvagens.

“É muito comum um gato selvagem querer se esconder dos humanos quando é levado para um ambiente desconhecido. Infelizmente, Luna encontrou uma abertura na parede de gesso e se escondeu perfeitamente”, informou a entidade.

A NIPCO afirmou ainda que todos os envolvidos acompanharam o caso com apreensão, mas comemoraram o desfecho. “Como a maioria dos gatos, Luna é uma sobrevivente. Após 11 dias, conseguimos encontrá-la e devolvê-la ao lugar onde ela é mais feliz.”

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