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Por que as aves dos Estados Unidos estão desaparecendo, segundo estudo

Mudanças climáticas, agricultura e fatores urbanos contribuíram para o declínio

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela rápida diminuição do número de aves nos Estados Unidos entre 1987 e 2021.
  • Quedas mais acentuadas ocorreram em regiões com intensa atividade agrícola e em áreas quentes.
  • Fatores como mudanças climáticas, colisões urbanas e predação por gatos domésticos contribuíram para o declínio.
  • Aves de regiões florestais apresentaram estabilidade ou crescimento, possivelmente devido à regeneração florestal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aves de regiões florestais apresentaram estabilidade ou crescimento Pexels

Um estudo recente mostrou que o número de aves nos Estados Unidos está diminuindo de forma rápida. As quedas mais expressivas foram observadas em regiões com forte atividade agrícola e em áreas mais quentes.

O levantamento, divulgado pela revista Science, analisou dados coletados entre 1987 e 2021. Os pesquisadores utilizaram informações do North American Breeding Bird Survey, um programa de monitoramento de aves.


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Os resultados mostraram que, além da diminuição no total de aves, o ritmo da perda aumentou com o passar do tempo. Estados como Flórida, Texas, Louisiana e Arizona registraram os declínios mais significativos. Os padrões impressionaram os próprios autores do estudo.

“Ficamos bastante surpresos ao observar esses padrões”, disse François Leroy, pesquisador de pós-doutorado em macroecologia na Universidade Estadual de Ohio, em entrevista ao The New York Times. “O que descobrimos foi que qualquer métrica de intensidade agrícola sempre foi o melhor indicador de aceleração do declínio.”


A elevação das temperaturas, causada pelas mudanças climáticas, também foi relacionada às reduções das espécies. Além disso, fatores como colisão com estruturas urbanas, predação por gatos domésticos e perda de habitat podem ter intensificado o fenômeno.

Já as aves que vivem em regiões florestais apresentaram estabilidade ou crescimento em algumas áreas. Para os pesquisadores, o aumento pode ser resultado da regeneração florestal.

“Essas descobertas destacam a importância de monitorar não apenas as mudanças ecológicas, mas também a aceleração ou desaceleração dessas mudanças ao longo do tempo. Incorporar métricas de aceleração em avaliações de conservação pode revelar sinais de declínio que permaneceriam ocultos ao se concentrar apenas nas tendências de abundância”, diz um trecho do estudo.

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