Tubarões-brancos estão à beira da extinção no Mar Mediterrâneo, diz fundação
Espécie é classificada como Criticamente Ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza
Bichos|Do R7
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Os grandes tubarões-brancos correm risco iminente de desaparecer do Mar Mediterrâneo devido à pressão da pesca intensiva e à falha na aplicação de medidas de proteção. O alerta é da Fundação Blue Marine, que aponta o mar como uma das regiões mais exploradas do mundo pela atividade pesqueira.
Apesar de proibições adotadas desde 2012, a fundação afirma que a falta de fiscalização efetiva e a escassez de dados confiáveis resultaram na morte de ao menos 40 tubarões-brancos apenas em 2025. A espécie é atualmente classificada como Criticamente Ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
“Nenhum outro trecho de água é tão explorado para a pesca quanto o Mar Mediterrâneo”, afirmou o pesquisador Francesco Ferretti, da Virginia Tech. Segundo ele, o impacto da pesca industrial se intensificou nos últimos anos. “É plausível que essas espécies desapareçam em um futuro próximo”, disse.
Ferretti liderou recentemente uma expedição no Estreito da Sicília com o objetivo de instalar, pela primeira vez, uma etiqueta de rastreamento por satélite em um grande tubarão-branco na região.
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A tentativa, no entanto, não teve sucesso. Mesmo após o uso de mais de três toneladas de isca de peixe, não houve registro da espécie. As câmeras do submarino captaram apenas a passagem de um tubarão-azul.
“É desanimador”, afirmou Ferretti. “Isso só mostra o quão degradado está esse ecossistema.”
Um acordo firmado entre a União Europeia e 23 países do Mediterrâneo proíbe que espécies ameaçadas sejam mantidas a bordo, desembarcadas, transferidas, armazenadas ou vendidas. Ainda assim, a mídia britânica informou ter encontrado imagens de um tubarão-branco sendo oferecido à venda em um mercado de peixes na Tunísia.
James Glancy, da Fundação Blue Marine, disse ter identificado casos semelhantes em outros mercados da região. Embora a comercialização da espécie seja ilegal, ele avalia que esses registros indicam que ainda há exemplares no Mediterrâneo. “Isso mostra que ainda existe vida selvagem”, afirmou. “E se conseguirmos preservar isso, há uma chance de recuperação.”
Segundo Glancy, a recuperação dos tubarões-brancos depende da cooperação entre os países do entorno do Mediterrâneo e do fortalecimento das políticas de conservação. Ele disse que ainda há espaço para reverter o cenário se houver coordenação regional.
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