A panturrilha é o ‘segundo coração’: entenda como isso impacta as varizes
Atividade física, controle do peso e acompanhamento médico fazem diferença na saúde das pernas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Muita gente ainda associa varizes apenas à estética. Mas a verdade é que elas vão muito além da aparência — e podem ser um sinal importante de que a circulação não está funcionando como deveria.

As varizes são veias dilatadas, tortuosas e com funcionamento inadequado, geralmente causadas por uma combinação de fatores genéticos e hábitos de vida. E ignorar os primeiros sinais pode trazer consequências que vão além do desconforto visual.
“Nunca a variz é só estética e sempre precisa de avaliação médica. Tratar como algo superficial é uma das principais causas de frustração, porque muitas vezes existem alterações mais profundas na circulação”, alerta a cirurgiã vascular Dafne Leiderman.
Nem sempre o problema aparece apenas como veias saltadas. Em muitos casos, o corpo já dá sinais antes mesmo das varizes ficarem visíveis.
Dor nas pernas, sensação de peso, cansaço, inchaço, queimação, formigamento e até câimbras — especialmente no fim do dia — podem indicar alterações na circulação.
Esses sintomas costumam piorar em dias mais quentes ou após longos períodos em pé ou sentado.
Por que as varizes aparecem?
A principal causa é genética, mas alguns fatores aumentam o risco:
- Sedentarismo
- Ganho de peso
- Gravidez
- Idade
- Permanecer muito tempo em pé ou sentado.
As mulheres são mais afetadas, principalmente por conta dos hormônios.
“O estrogênio e a progesterona influenciam na dilatação das veias. A gestação também aumenta o risco por mudanças hormonais, ganho de peso e pressão sobre a circulação”, explica a especialista.
O papel dos hábitos saudáveis
A excelente notícia é que o estilo de vida tem impacto direto tanto na prevenção quanto no controle dos sintomas.
A prática de exercícios físicos é uma das principais aliadas — especialmente quando combina fortalecimento muscular com atividades aeróbicas.
“A panturrilha é o nosso segundo coração. Quanto mais forte a musculatura da perna, melhor o retorno venoso e a circulação”, destaca a doutora.
Ou seja, fortalecer pernas e manter o corpo em movimento ajuda o sangue a circular melhor e reduz o desconforto.
Além disso, manter o peso sob controle e fazer acompanhamento médico regular também são fundamentais.
Cremes e meias não eliminam varizes
Apesar de populares, muitos tratamentos não resolvem o problema de forma definitiva. “Nenhum tipo de creme, remédio ou meia de compressão elimina as varizes. Eles ajudam a aliviar os sintomas, mas não tratam a causa”, explica Dafne Leiderman.
Para eliminar as varizes, é necessário recorrer a procedimentos médicos específicos.
Tratamentos modernos: menos invasivos e mais rápidos
Hoje, técnicas modernas substituíram as cirurgias antigas, que eram mais invasivas e deixavam cicatrizes.
Entre as opções estão:
- Endolaser (para varizes mais calibrosas)
- Laser transdérmico
- Escleroterapia
- Microcirurgia com pequenos furos (sem cortes)
“Os tratamentos atuais são muito mais rápidos, menos invasivos e, muitas vezes, feitos com anestesia local, sem necessidade de internação”, explica a médica.
O erro mais comum
Um dos principais problemas ainda é subestimar os chamados “vasinhos”. Muita gente busca apenas soluções estéticas, sem investigar a causa real.
“Mais de 80% dos vasinhos têm uma microvariz por trás. E até 20% dos pacientes podem ter uma veia safena doente sem saber”, alerta a cirurgiã.
Por isso, tratar apenas a superfície pode não resolver — e até piorar o quadro.
Prevenção é o melhor caminho
Embora nem sempre seja possível evitar completamente as varizes, alguns hábitos fazem toda a diferença:
- Praticar atividade física regularmente;
- Fortalecer a musculatura das pernas;
- Evitar longos períodos parado;
- Manter o peso saudável;
- Fazer acompanhamento vascular.
Pequenas mudanças na rotina ajudam não só na estética, mas principalmente na saúde.
Mais do que aparência, é qualidade de vida
No fim das contas, cuidar das varizes é cuidar do corpo como um todo. A circulação influencia diretamente o bem-estar — e ignorar os sinais pode custar caro no futuro.
Mais do que eliminar vasinhos, o objetivo deve ser tratar a causa e manter hábitos que favoreçam a saúde a longo prazo.
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