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Yasmin Brunet perdeu 25 kg após tratar lipedema; entenda o que é a doença

Não é só gordura: veja os sinais, os mitos e o que realmente ajuda a controlar o lipedema

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Yasmin Brunet perdeu 25 kg e observou melhora, mas não solução definitiva para o lipedema.
  • Lipedema é uma condição crônica com acúmulo doloroso de gordura, principalmente nas pernas, não apenas simples gordura localizada.
  • O tratamento envolve alimentação anti-inflamatória e combinação de estratégias, incluindo exercícios e acompanhamento médico.
  • Reconhecimento do lipedema como condição de saúde é crucial para evitar julgamentos e buscar tratamentos adequados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Yasmin Brunet reprodução/ Instagram @yasminbrunet - 03.03.2026

Se você teve a sensação de que, de repente, todo mundo começou a falar de lipedema… acertou. O assunto voltou com força depois que a modelo Yasmin Brunet comentou que, mesmo após perder 25 kg, percebeu melhora no quadro, mas não exatamente uma solução definitiva.

E é aí que mora a confusão. Porque, à primeira vista, muita gente ainda acha que lipedema é “só gordura localizada” ou consequência de obesidade. Não é bem assim.


O lipedema é uma condição crônica que provoca acúmulo de gordura, principalmente nas pernas, mas com um detalhe que muda tudo: essa gordura dói. E dói de verdade. Não é só uma questão estética ou de proporção corporal. Existe sensibilidade ao toque, sensação de peso, cansaço constante e até facilidade para roxos aparecerem sem grandes explicações.

Como explica o cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, muitas pacientes são magras na parte superior do corpo, mas apresentam um acúmulo desproporcional nas pernas — um sinal clássico da condição. Ou seja, não dá para resumir o lipedema a “falta de dieta” ou “excesso de peso”.


Aliás, essa é uma das maiores injustiças que quem tem lipedema costuma ouvir. A ideia de que bastaria “fechar a boca” não só simplifica demais o problema, como ignora completamente o componente inflamatório da doença.

E, sim, alimentação importa, mas não do jeito punitivo que muita gente imagina. A nutróloga Dra. Fernanda Cortez explica que o caminho mais eficaz passa por uma alimentação anti-inflamatória, que ajuda a reduzir dor, inchaço e a inflamação crônica do tecido adiposo.


Na prática, isso significa priorizar comida de verdade, rica em nutrientes, e diminuir o consumo de açúcar, farinha branca e ultraprocessados — aqueles que, além de tudo, ainda pioram a retenção de líquido e a inflamação.

Não é sobre nunca mais comer nada “errado”, mas sobre entender o que o seu corpo não tolera bem. E isso muda de pessoa para pessoa.


Esse olhar mais amplo também se reflete no tratamento. Não existe solução única, muito menos mágica. O controle do lipedema geralmente envolve uma combinação de estratégias: alimentação ajustada, atividade física regular (especialmente exercícios que ajudam na circulação), drenagem linfática e acompanhamento médico.

Em alguns casos, a cirurgia entra como aliada. A lipoaspiração, quando indicada, não tem apenas finalidade estética — o foco é remover a gordura comprometida e aliviar os sintomas. Ainda assim, como reforça o Dr. Carlos Tagliari, não existe um “momento ideal universal” para operar. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

E vale deixar claro: mesmo com cirurgia, o lipedema não desaparece completamente. Por ser uma doença crônica, ela exige manutenção. Sem continuidade nos cuidados, os sintomas podem voltar.

Outro ponto que pouca gente associa — mas deveria — é o papel da circulação nessa história. A cirurgiã vascular Dra. Dafne Leiderman chama atenção para o fato de que o lipedema pode facilmente ser confundido com problemas vasculares, como varizes. E mais: as duas condições podem coexistir e até se agravar mutuamente.

Enquanto as varizes costumam incomodar mais no fim do dia, com sensação de peso e cansaço, o lipedema pode começar a doer logo pela manhã, com uma sensibilidade ao toque que não é comum em outros quadros. Além disso, em estágios mais avançados, o acúmulo de gordura pode afetar a mobilidade e até aumentar o risco de complicações, como infecções de pele.

No fim das contas, talvez o maior desafio do lipedema não seja só físico, mas também de entendimento. Durante muito tempo, ele foi tratado como “questão estética” ou até negligenciado. Hoje, finalmente, começa a ser reconhecido como o que realmente é: uma condição de saúde que merece diagnóstico, acompanhamento e, principalmente, menos julgamento.

Porque, às vezes, não é falta de esforço. Não é preguiça. E definitivamente não é só gordura.

Então, se você conhece alguém com esse tipo de problema, manda esse texto pra coleguinha porque vai ajudar ela lá e eu aqui.

Beijos e até a próxima.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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