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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Cadê os avós? Entenda a importância de manter os laços entre gerações na infância

Com uma sociedade mais individualista e famílias menores, papel tradicional dos avós dentro da estrutura familiar mudou

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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A relação intergeracional é positiva para todos: avós, netos e humanidade Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Todos os dias eu imagino o que meu pai falaria sobre o meu filho. Eu tenho certeza de que ele teria amado ser avô. Por isso, faço questão de contar histórias da minha infância com ele, coisas que ele admirava e gostos que eles têm em comum. Meu pai agora vive no meu filho, nas nossas memórias.

De acordo com o psicólogo e psicanalista Erik Erikson (1902–1994), famoso pela teoria do desenvolvimento psicossocial, os avós são responsáveis pelo legado social. Eles representam a memória, a continuidade e a sabedoria das famílias.


Dito isso, defendo que a "avóternidade“ é importante não só para os avós e seus netos, como para a humanidade. Não podemos perdê-la de jeito nenhum!

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O mundo mudou e o avós também

O tradicional papel dos avós na estrutura familiar mudou. Hoje vivemos em uma sociedade muito mais individualista e com famílias menores.


Diferentemente das gerações anteriores, os avós de hoje estão mais ativos. A maioria ainda trabalha, viaja, faz atividades físicas e mantém uma vida social intensa.

Houve também mudanças no estilo de vida das próprias famílias. Antes era comum que todos seus integrantes vivessem muito perto ou até na mesma casa. No entanto, hoje nos vemos não raramente morando em cidades diferentes — o que reduz o convívio diário entre avós e netos.


Outro elemento importante é a forma como educamos as crianças. Com mais informações e teorias disponíveis, as diferenças de visão entre pais e avós podem gerar distanciamento.

Além, claro, do etarismo, que faz com que as pessoas tenham receio de envelhecer e de assumir uma fase tão importante do seu legado.


No fim, os benefícios ainda são mesmos

Embora as famílias e as relações tenham mudado um bocado, a essência ainda é a mesma. Avós são aqueles que acolhem, escutam e oferecem uma relação mais afetiva e com menos regras. Eles não têm mais o peso da responsabilidade de educar ninguém.

Sendo assim, conseguem adentrar espaços importantes das crianças aos quais os pais não têm acesso e complementam a nossa formação:

  • Transmissão de valores e identidade familiar: os avós têm um papel único de transmitir histórias, tradições e valores familiares. Isso ajuda a criança a desenvolver senso de pertencimento, identidade familiar e compreensão da sua história;
  • Desenvolvimento social e empatia: a convivência intergeracional ajuda a criança a aprender paciência, respeito por diferentes idades e empatia;
  • Apoio prático aos pais: avós presentes ajudam a reduzir o estresse parental e a aumentar a estabilidade familiar. Isso também beneficia diretamente o desenvolvimento da criança.

Portanto, deixo aqui uma reflexão para que as famílias incluam os avós nas rotinas dos pequenos e que eles encontrem equilíbrio em suas agendas para exercer esse papel com presença e significado.

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