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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7
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Quando a criança não quer voltar para a escola: o que isso quer dizer?

Listei aqui alguns dos motivos mais comuns e que podem ser o gatilho dessa resistência; veja como identificar

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Voltar às aulas faz parte de um processo e nem todos passarão por ele da mesma forma Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Quando uma criança não quer voltar para a escola sempre pensamos que é “preguiça” ou “birra”. Afinal, é difícil voltar para a rotina após um período de férias. Mas a verdade é que precisamos ficar atentos se isso não é um sinal emocional de que algo precisa ser escutado.

O comportamento é a forma que a criança encontra para comunicar o que ainda não consegue explicar em palavras, principalmente, nos primeiros anos escolares.

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“É fundamental, primeiro, acolher o sentimento da criança ou do adolescente - o que favorece a regulação emocional - para depois, sim, ajustar o comportamento. Conversar, observar padrões e principalmente manter uma postura firme, mas afetuosa. Tudo isso ajuda na adaptação”, explica Patrícia Marques, psicopedagoga e especialista em neurociência do desenvolvimento.

Leia mais:

Por isso, listei aqui alguns motivos que podem ser o gatilho dessa resistência:

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Ansiedade de separação

Nos primeiros anos, é muito comum que as crianças sintam desconforto. Ela pode sentir medo de ficar longe dos pais ou insegurança ao se separar novamente após férias, feriados ou mudanças na rotina.

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Dificuldades emocionais

Alguns sentimentos como medo, frustração ou sensação de não pertencimento. Às vezes a criança não se sente acolhida, compreendida ou segura no ambiente escolar.

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Problemas de convivência

Conflitos com colegas, sensação de exclusão ou até situações de bullying (mesmo sutis) fazem a escola deixar de ser um lugar prazeroso.

Desafios acadêmicos

Quando a criança não acompanha o ritmo da turma, pode surgir vergonha, medo de errar ou sensação de incapacidade — e a recusa vira uma forma de evitar o desconforto.

Mudanças recentes

Troca de escola, professora nova, sala diferente ou até mudanças em casa (irmão novo, mudança de casa, separação dos pais) podem gerar insegurança.

Associações negativas

Alguma experiência ruim — uma bronca, um castigo, uma situação constrangedora — pode marcar emocionalmente e criar resistência.

O que ajuda de verdade?

  • Escutar sem minimizar (“não é nada” geralmente fecha o diálogo)
  • Validar o sentimento (“eu vejo que isso está difícil pra você”)
  • Investigar com calma, por meio de conversas e brincadeiras
  • Manter rotina e previsibilidade
  • Conversar com a escola, se necessário

Atenção: se a recusa é frequente e/ou vem acompanhada de sintomas físicos (como dor de barriga, dor de cabeça, choro excessivo) é importante buscar ajuda profissional de uma psicóloga infantil.

Ainda segundo a psicopedagoga, é importante não procurar culpados: “A prevenção é o melhor caminho. Voltar às aulas faz parte de um processo e nem todos passarão por ele da mesma forma”.

Boa volta às aulas!!!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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