Cuidado, filho! Conheça as trends mais perigosas para crianças nas redes sociais
Vídeos curtos com desafios online colocam jovens em busca de pertencimento e engajamento em perigo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Curiosas e sem qualquer noção dos riscos reais, crianças têm participado de desafios compartilhados nas redes sociais. As famosas “trends” do Instagram ou do TikTok, em sua maioria, são divertidas e engraçadas e geram nelas sentimento de pertencimento.
Mas, por trás de alguns vídeos bobos e com efeito manada, existe um perigo real de desinformação e maldade planejada.
Basta que uma ideia ruim seja disseminada para causar um estrago gigantesco. Foi assim com a trend do desodorante e, agora, a do Squichy.
Segundo dados do Instituto DimiCuida, pelo menos 56 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos morreram ou tiveram ferimentos graves entre 2014 e 2025 ao participar de jogos ou desafios online.
Os números são assustadores, ainda mais porque poderiam ser evitados com informação. Fale com seu filho sobre os perigos das trends, explique que nem tudo que aparece em um vídeo é real ou deve ser imitado e, por fim, ensine a criança a questionar e raciocinar sobre o que vê.
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Questionar e saber identificar perigos são ferramentas importantes para a criança se proteger. Deixo aqui as principais “trends” que existem, são muito perigosas e ainda circulam pela internet.
Inalação de substâncias químicas
São desafios em que crianças ou adolescentes inalam intencionalmente vapores ou aerossóis de produtos domésticos, buscando uma sensação momentânea ou tentando participar de um desafio viral.
Um exemplo é o chamado “desafio do desodorante”, envolvendo a inalação de aerossol de desodorantes. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) relatou dois casos de crianças, de 8 e 11 anos, que morreram em 2025 após inalação de aerossol presente em desodorantes.
Por que é perigoso?
A inalação de determinados produtos pode provocar intoxicação, alterações neurológicas, problemas respiratórios e até parada cardiorrespiratória.
Indução à privação de oxigênio
Aqui entram os chamados desafios de asfixia, sufocamento ou apneia. A ideia é provocar deliberadamente falta de oxigênio ou alteração da consciência, muitas vezes como uma espécie de “prova de coragem”.
Um exemplo é o “choking game”, também chamado em algumas variações de “jogo do apagão”. A SBP afirma que os desafios de asfixia representam mais de 80% dos desafios perigosos entre adolescentes.
Por que é perigoso?
O cérebro depende continuamente de oxigênio. Uma interrupção pode causar desmaio, lesão cerebral, convulsões, parada cardiorrespiratória ou morte.
Experimentos térmicos e manuseio de objetos inadequados
São vídeos ou desafios que incentivam crianças a fazer experiências com calor, fogo, objetos ou materiais que não foram feitos para serem manipulados dessa maneira.
Um exemplo seria um desafio que incentiva a criança a reproduzir uma experiência viral envolvendo calor ou chama diretamente sobre objetos como os “squishies”, buscando produzir um efeito visual para gravar e publicar.
Por que é perigoso?
Pode provocar queimaduras, cortes, intoxicações, explosões ou outros acidentes. A SBP relata que pediatras têm encontrado crianças e adolescentes com lesões de pele e queimaduras associadas a desafios perigosos.
Consumo indevido de substâncias medicamentosas
São desafios que incentivam a criança ou adolescente a ingerir medicamentos ou outras substâncias sem indicação médica, geralmente para provocar algum efeito ou para participar de uma “prova”.
Um exemplo citado pela própria SBP é o uso de “pílulas mágicas” com pó de composição desconhecida. A entidade também menciona desafios envolvendo ingestão de produtos que não são alimentos.
Por que é perigoso?
Medicamentos não são inofensivos simplesmente porque são vendidos em farmácias. A dose, a idade, o peso, a interação com outros medicamentos e a substância específica fazem diferença. Uma intoxicação pode causar desde vômitos e sonolência até convulsões, alteração de consciência e risco de morte.
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