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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7
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Entenda por que walkie-talkies, babás eletrônicas e assistentes virtuais podem ser um perigo real

Caso em Porto Alegre com menina de 4 anos acende alerta importante sobre dispositivos eletrônicos para as crianças

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Adulto tentou se comunicar com criança de 4 anos em Porto Alegre Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Um post nas redes sociais viralizou depois que uma mãe contou que estava sentada na sala de casa em Porto Alegre quando o walkie-talkie da filha de 4 anos começou a fazer barulho sozinho.

Segundo ela, os aparelhos estavam desligados, um do lado do outro, quando beeps e uma voz masculina surgiram: “Tu sabe com quem tá falando?”. Questionado, ele respondeu: “Você está falando com o lobo cinzento.”

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Nem imagino o desespero dessa mãe. Mas o que eu sei é que os lobos estão por aí mesmo e precisamos nos cuidar. Não faz uma semana que meu filho de 6 anos disse que ia pedir para o Papai Noel uma Alexa, e explicamos que seria muito cedo para ter essa responsabilidade.

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Então, reuni aqui algumas informações que podem nos ajudar na hora de tomar uma decisão sobre o uso ou não e como escolher.

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Os perigos de cada dispositivo

Walkie-talkies, babás eletrônicas e assistentes virtuais podem parecer objetos inofensivos do cotidiano - e, inclusive, são muito úteis ou divertidos - mas todos são dispositivos capazes de captar, transmitir ou processar sons, imagens e informações privadas da sua casa e devem ser usados com muita consciência e supervisão.

Walkie-talkies infantis: risco de uma pessoa desconhecida se comunicar

Alguns modelos utilizam canais de rádio compartilhados e não têm mecanismos robustos para confirmar quem está do outro lado. Em determinadas condições, alguém com um aparelho compatível e próximo pode ouvir a conversa ou até falar com a criança.

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Babás eletrônicas: risco da invasão da intimidade

Modelos conectados à internet permitem acompanhar o bebê pelo celular, mas falhas de segurança podem possibilitar o acesso indevido ao áudio e ao vídeo da sua casa. Isso pode expor imagens da criança dormindo, chorando, tomando banho ou sendo cuidada pelos responsáveis.

Assistentes virtuais: risco de coleta de informações e comandos indevidos

Esses dispositivos são preparados para reconhecer palavras de ativação e podem captar comandos por engano. Dependendo das configurações e do serviço, gravações e transcrições podem ser armazenadas e processadas pela empresa responsável. Crianças podem conversar espontaneamente com esses aparelhos, revelar nomes, hábitos, informações familiares e detalhes da rotina. Alguns assistentes também executam ações, fazem compras ou controlam dispositivos domésticos.

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Mas e agora?

O importante é entender que nem todo dispositivo é perigoso ou que a família deva abandonar a tecnologia. O importante é ter em mente que a segurança física da criança não pode ser pensada separadamente da sua segurança digital e da sua privacidade.

Informação é ouro, por isso, sempre pesquise a reputação do fabricante, o suporte a atualizações e as políticas de privacidade antes de comprar.

Deixo aqui algumas medidas práticas que ajudam a reduzir os riscos:

  • Walkie-talkies: prefira modelos com recursos de privacidade e pareamento seguro, quando disponíveis. Ensine a criança a não revelar seu nome completo, endereço, escola ou rotina a desconhecidos.
  • Babás eletrônicas: troque a senha padrão, use uma senha forte e exclusiva, mantenha o aparelho atualizado e restrinja o acesso remoto a quem realmente precisa.
  • Assistentes virtuais: revise as configurações de gravação e histórico, desative o microfone quando não estiver em uso e limite compras e comandos sensíveis.

Por fim, oriente sempre seu filho a suspeitar e não falar com estranhos. É importante que ele tenha ferramentas para se proteger quando necessário.

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