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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Sofá não é lugar de criança! Precisamos combater o sedentarismo infantil agora

Movimentar o corpo é essencial para a saúde física e mental das crianças, principalmente, com a epidemia de celulares e telas

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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Quando a criança cresce em um ambiente ativo, ela tem mais chances de ser uma adulto saudável Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Quando pensamos na nossa infância lembramos de brincadeiras na rua, pé no chão, sol no rosto, banho de chuva, pega-pega. E como nossos filhos vão lembrar da infância deles?

Essa é uma pergunta que tenho me feito ultimamente e não tenho gostado da resposta. Celulares, tablets, videogames, televisão, pilhas de brinquedos. Nada mais é espontâneo, tudo são coisas.


Um dos preços que pagamos é o sedentarismo infantil. As crianças estão se movimentando cada vez menos e isso traz impactos importantes para a saúde física, mental e social.

De acordo com a Dra. Patrícia Salles, coordenadora do PS do Sabará Hospital Infantil, promover uma infância ativa é fundamental para o desenvolvimento saudável e para a prevenção de doenças crônicas e problemas ortopédicos no futuro.


“Ambientes familiares, escolares e comunitários que valorizam o movimento e o equilíbrio no uso da tecnologia são essenciais para garantir melhores condições de saúde para as novas gerações”, destaca.

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Riscos físicos e emocionais

O sedentarismo infantil ocorre quando a criança não pratica atividades físicas suficientes no dia a dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes façam pelo menos 60 minutos de atividade física (entre moderada e intensa) diariamente.


Quando isso não acontece, o corpo deixa de receber estímulos importantes para seu desenvolvimento.

No campo físico, há aumento do risco de obesidade infantil, baixa resistência física, problemas posturais, problemas de coordenação motora, maior risco de doenças como Diabetes tipo 2 e hipertensão já nos primeiros anos de vida.


“A baixa atividade física e o tempo prolongado sentado ou em frente às telas podem contribuir para a redução da densidade mineral óssea em regiões de sustentação de peso, como o colo do fêmur e a tíbia, aumentando o risco de fraturas”, afirma a ortopedista pediátrica do Sabará Hospital Infantil Dra. Daniela Rancan.

Os impactos emocionais também são alarmantes. Criança que não se movimenta tem maior risco de ansiedade e estresse, baixa autoestima e dificuldade de concentração.

Ou seja, elas precisam brincar, correr, pular, subir e saltar e é nossa responsabilidade criar espaço para isso.

O que eu faço para ajudar?

Pais, cuidadores e educadores têm um papel fundamental para incentivar hábitos saudáveis. E pequenas atitudes no dia a dia estimular as crianças a se mexerem:

  • limitar o tempo de telas;
  • incentivar brincadeiras ao ar livre;
  • praticar atividades físicas em família;
  • oferecer oportunidades de esporte e movimento na escola, clube, etc.

Lembre-se: quando a criança cresce em um ambiente ativo, ela tem mais chances de levar esse estilo de vida saudável para a vida adulta.

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