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Jair Rodrigues teve ideia de documentário dias antes da morte

Estreia nos cinemas acontece nesta quinta (27); filme também será exibido no PlayPlus, plataforma de streaming da Record TV 

Cinema|Gilvan Marques, do R7

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Luciana Mello (à esq.), diretor Rubens Ewald (centro) e o Jairzinho (à dir.)
Luciana Mello (à esq.), diretor Rubens Ewald (centro) e o Jairzinho (à dir.) Patrícia Devoraes/Brazil News)

A ideia sobre o documentário Jair Rodrigues: Deixa Que Digam, que conta a história de vida do cantor, foi dada pelo próprio artista dias antes da morte dele, conforme relatou o diretor Rubens Rewald em entrevista ao R7. A estreia do filme nos cinemas acontece nesta quinta-feira (27). O doc também estará disponível em breve no PlayPlus, streaming da Record TV.

"Ele me chamava de 'o meu diretorzinho'. E um dia, ele chegou para mim e falou: 'E aí, meu diretorzinho, o filme sobre Jair Rodrigues vai sair ou não?'. Eu respondi: 'Vamos embora, vamos nos encontrar daqui a duas semanas para ver como é que a gente vai fazer'. Depois de alguns dias, ele morreu", relembrou Rewald.

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Jair Rodrigues foi encontrado morto na sauna da casa dele na Granja Viana, zona oeste da Grande São Paulo, em maio de 2014. O músico estava sozinho no local.

"Depois de seis meses, eu pensei: 'Meu, a gente tem que fazer esse filme'. Eu falei com a família. Desde o início, eu tive o apoio deles. Nunca foi um apoio restritivo. Nunca me censuraram em nada. Sempre me deram toda a liberdade", completou, em seguida.

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O filme é produzido pela Confeitaria de Cinema e traz imagens de arquivo da Record TV e entrevistas com personalidades como Rappin' Hood, Roberta Miranda, Raul Gil, Simoninha, assim como Theo de Barros, compositor de Disparada, e Zuza Homem de Mello — ambos, em um dos últimos registros em vida.

Os filhos do cantor, Luciana Mello e Jairzinho, o cunhado Pedro Mello, o irmão Jairo Rodrigues e a mulher dele, Claudine Rodrigues, também participam do documentário.

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'Eu tô me despedindo do meu pai aqui'

Ao R7, Jairzinho — que no documentário interpreta o próprio pai — elogiou o resultado do material, mas contou que se sentiu "um pouco estranho" ao fazer uma cena que não foi ao ar.

"Um documentário muito bonito, em torno da vida e da obra do meu pai e eu fico super orgulhoso. [Interpretar o meu pai] foi um desafio bom e aí, como todo o desafio bom, também tem a parte difícil", afirmou Jairzinho, ao relembrar de cena em que se despede das pessoas se passando pelo pai.

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"Comecei a me sentir um pouco assim, estranho. Aí, uma hora eu falei assim: 'Cara, eu tô me despedindo do meu pai algumas vezes aqui'. Como ator, mas como filho isso está mexendo comigo", afirmou.

Jairzinho disse ainda que "a cena ficou linda, mas muito forte e acabou não entrando no filme".

Segundo Rewald, há cerca de 20 depoimentos ao todo e o documentário demorou um ano para ser concluído.

Plateia canta 'Disparada' durante filme

Na noite de quarta-feira (26), a pré-estreia do documentário reuniu imprensa e convidados na Cinemateca Brasileira, instituição de cinema responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina.

Durante a exibição do filme, a plateia cantou em coro sucessos de Jair Rodrigues como Disparada e A Majestade, O Sabiá. 

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