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Bono assume culpa por ação polêmica do U2 com a Apple: 'Fui longe demais'

Cantor afirmou que​ 'passou dos limites' ao distribuir álbum para 500 milhões de usuários​ sem que eles tivessem solicitado o...

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Bang Showbiz|Do R7

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Bono fala sobre estratégia do U2 © Avalon

O cantor Bono, 66, reconheceu que o U2 "passou dos limites" ao distribuir gratuitamente um álbum para mais de 500 milhões de usuários do iTunes, sem que os eles tivessem solicitado o download. A iniciativa, que aconteceu em parceria com a Apple em 2014, provocou uma onda de críticas à banda irlandesa.

Na ocasião, o disco "Songs of Innocence" foi disponibilizado automaticamente nas bibliotecas musicais dos membros da plataforma, que encontraram as faixas em suas contas mesmo sem terem demonstrado interesse pelo lançamento.

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Em entrevista ao jornal The New York Times, Bono admitiu que a estratégia foi um erro: "Fui longe demais naquela ocasião."

O vocalista também revelou que Paul McGuinness, antigo empresário do U2, tinha a mesma opinião sobre a iniciativa que Tim Cook, executivo da Apple, havia manifestado quando a proposta foi apresentada.

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"Ele falou praticamente a mesma coisa que Tim Cook disse quando lancei a ideia para ele, que foi: 'Você passou a vida inteira fazendo as pessoas pagarem por música. Por que iria disponibilizar alguma coisa de graça?'."

Apesar da repercussão negativa, Bono explicou que a banda tinha como objetivo experimentar um novo modelo de distribuição musical.

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"Estávamos experimentando. Queríamos ver se conseguiríamos fazer com que a Apple ou outra empresa pagasse pela nossa música e depois a distribuísse. E, olha, vai ser preciso testar novas abordagens para botar a indústria da música nos eixos. É chocante como outros músicos recebem tão pouco; é assustador. Mas, sim, a responsabilidade por tudo aquilo foi minha."

O guitarrista The Edge, por sua vez, defendeu a decisão e afirmou que inovar faz parte da história da banda.

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"Temos que correr riscos. Então, às vezes você fracassa, quebra a cara. Isso faz parte do trabalho", declarou.

Em 2015, o produtor musical Flood também comentou a polêmica ao ser questionado pelo site Gigwise se a iniciativa havia sido um erro. Na ocasião, ele avaliou que a estratégia havia provocado discussões importantes sobre o valor da música e a liberdade de escolha dos consumidores.

"Acho que o que isso fez foi levantar a questão de saber se a música é valorizada na sociedade atualmente, e acho que essa é uma pergunta que ainda não foi respondida de forma adequada. Isso trouxe à tona a questão: 'Quais são os gostos musicais das pessoas?'. E talvez a principal questão tenha sido: até que ponto as pessoas continuam tendo o direito de escolher ou estão, na realidade, perdendo essa liberdade?".

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