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Cíntia Chagas revela por que rejeita rótulo de feminista

Educadora afirmou acreditar que a bandeira poderia dificultar sua comunicação com mulheres conservadoras

Bang Showbiz

Bang Showbiz|Do R7

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Cíntia Chagas - Instagram Cintia Chagas - Instagram

A professora e influenciadora Cíntia Chagas explicou por que evita se identificar como feminista, apesar de ter se aproximado de pautas relacionadas aos direitos das mulheres recentemente.

Conhecida por conteúdos sobre língua portuguesa e comportamento, a educadora, associada a posicionamentos conservadores, ganhou destaque nos últimos meses ao lançar um livro sobre feminismo em parceria com a ex-deputada federal Manuela D'Ávila. O projeto nasceu após um debate entre as duas ser amplamente elogiado por promover o diálogo entre visões ideológicas distintas de forma respeitosa.


Em entrevistas anteriores, Cíntia declarou ter sido acolhida por mulheres feministas após relatar ter sido vítima de violência doméstica.

Agora, durante participação no podcast RivoTalks, disponível no YouTube, a influenciadora afirmou que não adota o rótulo por acreditar que a bandeira poderia dificultar sua comunicação com mulheres conservadoras.


"Eu rejeito [o rótulo], porque a partir do momento em que eu me autointitular feminista, eu não alcanço o grupo que eu alcanço e que, modéstia à parte, somente eu tenho alcançado no Brasil. E que eu quero que morra menos", declarou.

A professora acrescentou que mulheres conservadoras são mais vulneráveis à violência por evitarem abordar o assunto.


"Porque a mulher conservadora é, sim, a mulher que tem mais chances de apanhar. Eu estive lá, eu sei o que eu estou falando. Única e exclusivamente pelo fato de ela não discutir o tema, porque o tema violência contra a mulher ficou muito, muito, muito atrelado ao feminismo. E existe essa visão estereotipada, segundo a qual a mulher feminista é aquela mulher de axilas por fazer, que está gritando na [Avenida] Paulista. E pegando crucifixo e passando na genitália. Não existe isso? Então, infelizmente, por causa desse estereótipo, muitas mulheres morrem, muitas mulheres apanham, porque elas não querem nem conversar sobre o assunto."

Cíntia afirmou ter perdido um número significativo de seguidores após passar a discutir violência contra a mulher em suas plataformas.


"Eu posso falar, sim, porque perdi aproximadamente 200 mil seguidores quando aderi à pauta. Duzentos mil seguidores. Escreviam para mim: 'Sua feminista, para que falar disso?', 'Ai, que mimimi', 'Vai resolver o seu problema em casa', 'Em briga de marido e mulher...', 'Você tinha que falar só de português', e por aí vai", compartilhou.

Ao final da reflexão, a educadora reforçou que prefere não se identificar como feminista por acreditar que isso reduziria sua capacidade de dialogar com parte do público que deseja atingir.

"Então, me parece contraproducente me colocar como feminista, porque eu vou perder a minha interlocução com essas mulheres", concluiu.

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