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Ex-atriz mirim processa Disney por negligência em caso de abuso sexual durante filmagem

Raquel Lee Bolleau alega ter sido abusada por um então funcionário da empresa quando tinha apenas 14 anos

Bang Showbiz

Bang Showbiz|Do R7

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Raquel Lee Bolleau processou a Disney (c) Getty

A ex-estrela mirim Raquel Lee Bolleau, agora com 39 anos, processou a The Walt Disney Company por negligência em um caso de abuso sexual que teria ocorrido durante as filmagens de um longa do Disney Channel. A atriz afirma ter sido abusada sexualmente por um então funcionário da empresa durante a produção de "The Poof Point", quando tinha apenas 14 anos.

Segundo a revista PEOPLE, Raquel entrou com uma ação civil por negligência contra a Disney, sustentando que a companhia não tomou medidas adequadas para protegê-la. O processo foi protocolado na última sexta-feira (21), no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos.


Os advogados da atriz, Douglas Wigdor e Jane Kim, afirmaram à PEOPLE por meio de um comunicado: "Na última década, inúmeros atores mirins vieram a público corajosamente para compartilhar suas experiências de abuso por adultos na indústria do entretenimento. Como ex-promotores públicos, nossa mensagem para a indústria é simples: essa conduta é indefensável e os envolvidos, direta ou indiretamente, devem ser responsabilizados."

De acordo com a ação, Raquel teria sido vítima de "abusos sexuais repetidos" cometidos pelo funcionário, um homem de meia-idade que não teve o nome divulgado.


A ex-estrela do programa "The Amanda Show" afirmou que o homem lhe dava bebidas alcoólicas e a abusou repetidas vezes durante a passagem da equipe por Salt Lake City, em Utah, e também no voo de volta para a Califórnia.

Raquel alegou ainda que foi instruída a criar uma relação de proximidade com o funcionário. A artista também teria sido separada de seu responsável durante as filmagens e não teria recebido um nível adequado de supervisão.


Raquel aponta que o homem "a atormentava" no set, inclusive ao sussurrar "a noite passada foi tão boa" enquanto outros adultos estavam por perto.

A atriz declarou que "ninguém na Disney interveio", apesar de outros adultos que trabalhavam no filme terem percebido mudanças em seu comportamento e em sua atuação.


Ela diz que apresentava uma aparência de alguém doente e alterada, muito diferente da "jovem atriz dedicada, estudiosa e diligente que havia entrado para o filme".

De acordo com a estrela, executivos da Disney a culparam por estar "fora de controle", e ela perdeu posteriormente uma oportunidade de participar de outra produção.

Raquel pede uma indenização de valor não especificado por supostos prejuízos financeiros e sofrimento emocional, além de uma indenização com caráter punitivo, honorários advocatícios e outros custos relacionados ao processo.

A artista continuou trabalhando com a Disney depois de "The Poof Point" e assumiu um papel recorrente como dubladora na animação "Orgulho de Família" ("The Proud Family"), exibida originalmente entre 2001 e 2005. A atriz voltou ao elenco entre 2022 e 2025 para a continuação da produção no Disney+, "Orgulho de Família: Mais Ruidosos e Orgulhosos" ("The Proud Family: Louder and Prouder").

Em 2024, a estrela participou da série documental "O Lado Sombrio da TV Infantil", que abordou relatos de abusos e outros problemas nos bastidores de produções infantis da televisão americana. A produção contou ainda com nomes como Drake Bell, Kyle Sullivan e Alexa Nikolas.

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