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Paul McCartney afirma que veto a celulares resgatou clima de shows antigos

Ex-Beatle afirmou que proibição em apresentações recentes aproximou público da experiência dos shows de antigamente

Bang Showbiz|Do R7

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O músico Paul McCartney, 83, afirmou que sua decisão de banir celulares durante shows transformou a experiência das apresentações. O ex-Beatle - que voltou aos palcos em março para dois shows intimistas no Fonda Theatre, em Los Angeles -, disse acreditar que a ausência de telas aproximou o público da atmosfera dos eventos de décadas passadas.

Em entrevista à revista NME, o artista explicou que a medida repercutiu positivamente na dinâmica entre plateia e palco.


"É engraçado, porque fizemos alguns shows recentemente em Los Angeles, em um pequeno clube chamado The Fonda, e proibimos celulares. Normalmente as pessoas não estão assistindo ao show, estão apenas segurando o telefone e vão assistir quando chegarem em casa", afirmou ele.

O ídolo da música relatou que a mudança resgatou uma relação mais direta e espontânea com o público.


"Parecia um show antigo, como as apresentações costumavam ser. Foi realmente especial”, acrescentou.

As apresentações em Los Angeles marcaram o retorno do músico aos palcos após o encerramento da turnê "Got Back", que ocorreu entre 2022 e 2025. Às vésperas de completar 84 anos, em junho, McCartney admitiu ainda não saber se voltará à estrada para grandes turnês.


"Eu não sei. Nunca sei, sabe? Lembro que, quando completei 50 anos, meu empresário perguntou: 'Você está pensando em se aposentar?' E eu respondi: ‘Acho que não’. Mas eu entendo, porque, quando tínhamos 20 anos, achávamos que 30 já era muito velho. Os anos passaram e as pessoas continuaram tocando, e o público continua gostando da música”, afirmou.

O astro declarou que a experiência de uma turnê continua insubstituível.

"Quando a música vem daquela época, não existe outra forma de ouvi-la ao vivo. Você precisa ver Neil Young ao vivo para sentir aquilo por completo, a energia dele. O mesmo vale para muitas bandas, como The Rolling Stones e Eagles. Não existe nada igual."

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