Brasileira tira vida da filha nos EUA ao perder guarda pro pai
A mãe brasileira Cibelle tirou a vida da filha após perder a guarda para o pai americano.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma mãe brasileira que morava no Texas, Estados Unidos, tirou a vida de sua filha de somente quatro anos depois de perder a guarda dela pro pai da criança. A mãe Cibelle Savella, 35 anos, havia perdido a guarda da filha, a menina Vivian, para o ex-marido, o norte-americano Aaron Savella.
O casal se divorciou em novembro de 2024 após quatro anos de casamento. E desde então iniciou-se uma batalha judicial muito acirrada pela guarda da filha deles. Na terça-feira (29), Cibelle atirou na sua filha e depois em si. O caso aconteceu na casa de Cibelle de 824 mil dólares (4.3 milhões de reais) em Houston, Texas, Estados Unidos, segundo o ABC. A menina Vivian partiu no local, enquanto a mãe chegou a ser levada ao hospital, mas partiu no dia seguinte.
Oito horas antes de cometer o crime, a mãe havia tido uma grande derrota para o pai de sua filha em relação à guarda da menina. “Houve uma audiência sobre a guarda hoje mais cedo que não terminou bem para a mãe”, afirmou o tenente da Polícia de Houston, Larry Crowson.
Pai conseguiu a guarda e a mãe foi proibida de falar com a filha em português
Na audiência sobre a guarda que ocorreu oito horas antes do crime, além do pai ter conseguido a guarda da filha, Cibelle também foi proibida de falar com a filha em português, a menos que um dos supervisores presentes falasse a língua.
A mãe ainda foi proibida de comparecer em apresentações escolares e atividades extracurriculares. Ela também foi obrigada a pagar pensão alimentícia ao ex-companheiro e a arcar com 50% de quaisquer despesas médicas não cobertas pelo plano de saúde.
De acordo com o New York Post, não foi explicado ao público por que Cibelle foi submetida a restrições tão rigorosas em relação à própria filha.
Os familiares da menina Vivian disseram estarem devastados com a perda. Um dos familiares por parte do pai disse ao New York Post: “Vivian tinha 4 anos. Ela era amada incondicionalmente por seu pai, Aaron, e por todos cuja vida ela tocou. Não há palavras para descrever o que nos foi tirado. Aaron fez tudo o que a lei exige de um pai que tenta proteger sua filha. Ele confiou no sistema judiciário”.
O parente ainda disse: “Ele cumpriu todas as determinações. Aguardou o trâmite do processo. Na terça-feira, um juiz concedeu a Aaron a guarda principal de Vivian, e ela deveria voltar para casa com ele naquela mesma noite. Ela nunca voltou”.
Já a advogada Charlotte Rainwater, que representou o pai, disse para o KHOU: “A família está devastada com esse desfecho. Atuo na área de direito de família há 28 anos e nunca presenciei nada parecido. Não acredito que alguém nesta sala de audiências, na terça-feira, tenha imaginado que esse poderia ser o resultado”.


















