Juiz revela sua nova decisão sobre Jairo no caso Henry Borel
O juiz tomou uma nova decisão sobre Jairo Souza Santos Júnior em relação ao caso Henry Borel.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma nova decisão envolvendo Jairo de Souza Santos Júnior, o Jairinho, e o caso de Henry Borel veio à tona e dividiu opiniões. O homem era o padrasto do menino Henry e foi condenado por ter tirado a vida dele.
O menino Henry Borel partiu no apartamento em que morava com o padrasto Jairo Souza Santos Júnior e a mãe Monique Medeiros. Ele tinha apenas quatro anos de idade. O crime aconteceu em 2021.
Contudo, Monique e o companheiro foram julgados apenas em junho deste ano! Monique Medeiros, mãe de Henry, recebeu o perdão judicial pela morte de seu filho. Já o padrasto Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação. Monique foi solta horas após a conclusão do julgamento.
Nova decisão envolvendo Jairo vem à tona
O julgamento de Jairo e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel teve algumas questões bastante tumultuadas. A principal delas foi que o julgamento chegou a ser cancelado em 23 de março de 2026 após os advogados de Jairo terem se retirado da sala de julgamento!
Os cinco advogados de Jairinho se retiraram da sala após terem tido seus pedidos indeferidos pela juíza do caso. E o julgamento precisou ser remarcado para maio, o qual foi concluído no início de junho com as condenações já mencionadas.
Na época, por terem abandonado o julgamento, a juíza considerou a conduta dos advogados como um “ato atentatório à dignidade da Justiça” e “abandono da causa”. Por isso, a juíza condenou os cinco advogados a “ressarcirem os cofres públicos por todas as despesas decorrentes do adiamento do julgamento, como custos com alimentação, transporte de jurados e testemunhas, escolta e estrutura do tribunal, e determinou a notificação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”.
Mas na última quinta-feira (24) foi revelado que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro cancelou a condenação dos cinco advogados de Jairo Souza Santos Júnior ao pagamento dos prejuízos do adiamento da sessão de julgamento.
O Tribunal considerou que a atitude dos advogados em um ato específico do processo, depois de terem pedidos negados, não equivale a abandonar a defesa do cliente no processo como um todo. E por isso, decidiram por cancelar a condenação.
Outro ponto que levou a mudança foi a alteração no Código de Processo Penal para eliminar a possibilidade de o juiz criminal aplicar multa ou sanção pecuniária contra os advogados por abandono de causa.
Nova julgamento foi requisitado por Jairo
Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior também tentam que o julgamento de junho no qual ele foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação, seja anulado.
Jairo segue detido. Mas depois deste julgamento, Rodrigo Faucz, um dos advogados de Jairinho, disse: “A gente espera que dessa vez seja respeitado todas as garantias, no sentido até que a gente tenha acesso a todos os elementos probatórios, e que se tome uma decisão baseado naquilo que se tem de provas. Porque o que ficou claro no processo é isso: que no decorrer do julgamento, ele deveria ter sido absolvido assim como a Monique”.
Já Fabiano Lopes, outro advogado de Jairo, ainda disse: “Nunca vi um julgamento tão bizarro em todo a minha vida. A todo dia, a cada instante, era uma nulidade. Um julgamento estranho, que por exemplo, não agradou o Ministério Público e não agradou também a defesa de Jairo. Claramente, o próprio juízo impedia a defesa de Jairo de fazer seu trabalho, dando tratamento diferente pra defesa de Monique”.
















