Mãe das crianças de Bacabal passa mal após nova descoberta
Mãe das crianças de Bacabal passou mal após novas descobertas sobre o caso dos seus filhos
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe das crianças que sumiram em Bacabal, no Maranhão, Clarice Cardoso, passou mal diante de novas descobertas em relação ao caso. Ocorre que a advogada de Clarice, Dra. Nathaly Moraes, finalmente teve acesso aos autos do processo de buscas pelos pequenos Ágatha Isabelly, seis anos, e Allan Michael, quatro anos.
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro deste ano. E nunca foi encontrado qualquer vestígio físico dos dois pequenos. Eles sumiram junto com seu primo, Anderson Kauã de oito anos, que foi encontrado três dias depois. Anderson Kauã está bem e com sua família.
A advogada de Clarice revelou que conseguiu ter acesso aos autos do processo 46 dias após ter feito esse pedido para a polícia civil. “Eu bati bastante sobre não ter acesso aos autos, o que dificultava bastante o trabalho da defesa. Depois das entrevistas de ontem, depois de toda a pressão da mídia. Eles acabaram de liberar o acesso aos autos para que eu possa ver o que foi feito, como foi feito e qual o caminho para ser seguido daqui pra frente”, disse a advogada.
Ela ainda continuou e criticou um pronunciamento da Polícia Civil sobre o caso: “Reforço também que houve algumas falas infelizes, por sinal, do representante da Polícia Civil, dizendo que a Polícia Federal não havia entrado em contato com a gente, que a Interpol não havia entrado em contato com a gente, quando, na verdade, entrou em contato sim”.
A advogada ainda disse: “Nós temos as evidências, a Interpol entrou em contato, os nomes das crianças não estavam na divisão amarela e nem na azul, como foi colocado anteriormente. O material genético (de Clarice) não havia sido compartilhado, agora é que foi feito de fato o procedimento comigo e com Clarice e nós não teríamos avançado tanto se não fosse o apoio de vocês. Então nesse momento hoje às 10:56 da manhã eu estou tendo acesso aos autos da investigação. E a Clarice tá aqui do meu lado e é quem tá passando de forma muito dolorosa por tudo que tá acontecendo.”
A advogada também afirmou: “Agora estamos sabendo o que está dentro do processo. É o que eu falei: o processo era uma casa de porta fechada, resolveram abrir a porta da casa. Agora, a gente entra e vê o que tava errado”.
Mãe das crianças passou mal após acesso aos autos
O acesso aos autos aconteceu há dois dias. E pouco após ter visto os autos do processo de seus filhos, a mãe das crianças desaparecidas passou mal e precisou ir para uma Unidade de Pronto Atendimento.
A advogada de Clarice explicou o que aconteceu: “Não deu tempo de fazer a análise toda porque nós começamos a fazer a análise e ela já começou a passar mal. E eu falei: não Clarice, nós vamos levar você pro hospital. Porque eu tenho medo dela infartar dentro de casa, ela tá comigo, tá na minha casa. E ela dizendo: ‘dra. tô tonta, tô tonta, e vomitou’. E eu falei: ‘não dá, vamos dar uma parada aqui agora e vamos no hospital’. Porque eu fico com medo dela infartar dentro de casa, ela está em um estado emocional extremamente abalado”.
Advogada afirma que foi perdido tempo na busca pelas crianças
A advogada ainda falou o que já conseguiu perceber ao analisar os autos do processo de buscas pelas crianças desaparecidas. “Eu acho que a gente perdeu o timing de muita coisa, acho que perdemos o timing com a polícia federal, perdeu tempo. No sentido de que nós procuramos agora, mas era um procedimento que já devia ter sido feito há muito tempo. Porque já tem oito meses do desaparecimento”, disse.
Ela ainda afirmou: “Então, essas crianças, se saíram do Brasil, já faz oito meses que cruzaram as nossas fronteiras. Que câmeras de segurança tem guardado por todo esse período essas imagens? Ainda não consegui concluir a leitura do inquérito completo. Mas quantas diligências deixaram de serem executadas dentro de um prazo hábil? Um prazo que levaria a um resultado diferente do que temos hoje”.
Após ter se recuperado e voltado para casa. A mãe das crianças desaparecidas, Clarice Cardoso, criticou as autoridades que participam das investigações no caso de seus filhos. “A gente não pode confiar nas autoridades responsáveis, a gente não pode ter mais essa confiança. Eu sempre confiei que eles estavam investigando. Se não fosse a dra. entrar e me ajudar eu nunca iria saber como está essa investigação, porque realmente foi feito o exame (de DNA de Clarice). Mas cadê? Porque foi preciso eu ir na polícia federal para fazer de novo o exame? A gente corre atrás, ela consegue tudo. E ai vem o delegado e solta uma nota, sem sequer conversar comigo”, disse.
Clarice e sua advogada criticam a fala do delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros. O delegado-geral afirmou alguns dias atrás que o teste de DNA de Clarice já havia sido feito. “A própria perícia que hoje é um órgão autônomo esteve no local e fez a coleta. Então já havia material genético coletado que foi levado ao banco nacional”, disse ele.
Porém, o que Clarice e sua advogada argumentam é que a polícia federal e a Interpol não tinham acesso a este material genético que havia sido coletado. E que só passaram a ter acesso agora com a nova coleta que Clarice fez na semana passada.

















