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Mãe do menino Gustavo desabafa após pai e madrasta falarem

A mãe do menino Gustavo Veloso Feitosa desabafou após pronunciamento do pai e da madrasta.

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Mãe do menino Gustavo Veloso Feitosa fez desabafo Reprodução: Instagram / Redes Sociais

A mãe do menino Gustavo Veloso Feitosa, Sabrina Silva, falou dias depois da partida dele. Este relato da mãe ocorreu depois do pronunciamento do pai e da madrasta dele, que estão detidos e são considerados os principais suspeitos de terem tirado a vida da criança.

A madrasta do menino Gustavo, Kathellen Moreira da Silva, de 23 anos, e o pai dele, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, foram detidos em Palmas no Tocantins na última quinta-feira (06). O delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que acredita que o crime aconteceu no domingo (02).


O delegado também afirmou que acredita que foi o pai quem tirou a vida do menino ao agredi-lo e que depois passou as horas de domingo até por volta de 16:30 do dia seguinte tentando construir uma versão sobre o que teria acontecido, com o objetivo de tirar sua responsabilidade.

De fato, na segunda-feira (03), o pai do pequeno Gustavo procurou a polícia e alegou que o filho havia morrido após ter se afogado. Porém, o laudo do Instituto Médico Legal constatou que não havia indícios de afogamento. O laudo concluiu que a criança partiu após sofrer múltiplas agressões e até abuso.


Mãe do menino Gustavo desabafa após posicionamento do pai e madrasta

A madrasta e o pai do menino Gustavo estão detidos, mas se pronunciaram por meio de seus advogados. A madrasta Kathellen Moreira da Silva pediu para ser solta a fim de poder ficar com sua filha de cinco meses.


Os advogados de Kathellen disseram: “A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva. Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial .

Os advogados também afirmaram: “Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa”.


Os advogados então pediram a soltura de Kathellen. “Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente”.

Já a defesa do pai Igor Gustavo disse que ele se entregou voluntariamente após o pedido de prisão. “A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada”.

Os advogados de Igor Gustavo ainda disseram que não vão mais comentar o caso no momento. “Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso”.

Nesta quarta-feira (12), a mãe do menino Gustavo voltou a desabafar sobre a partida dele. A mãe compartilhou fotos com o filho e disse: “O companheiro da mamãe! Meu único e verdadeiro. Por que meu Deus?! Era tudo que eu tinha! A dor fica cada dia maior. Meu homem alanha! Justiça por Gustavo!”.

Mãe do menino Gustavo rebate críticas

Dois dias antes, a mãe do menino Gustavo Veloso Feitosa havia se pronunciado por meio de sua advogada Stella Bueno sobre críticas que estava recebendo.  “Diante da circulação de narrativas que buscam transferir a ela parte da responsabilidade pela brutal morte de seu único filho, optamos por preservá-la de novas manifestações públicas neste momento. Confiamos que as autoridades responsáveis pela investigação, à qual prestamos e continuaremos prestando integral colaboração, saberão distinguir os fatos documentados das especulações que os distorcem”, disse a advogada Stella Bueno.

A advogada continuou: “A tentativa de inverter os papéis entre vítima e agressor não é apenas moralmente inaceitável. Ela reproduz exatamente uma das faces mais perversas da violência contra a mulher: a culpabilização da mulher”.

A advogada ainda falou do histórico do pai do menino Gustavo. “No âmbito jurídico, a atuação se concentrará em demonstrar que os fatos não podem ser analisados de forma dissociada do histórico de violência doméstica existente entre as partes que se encontra documentado em registros oficiais desde 2023”.

A mãe do menino Gustavo pediu justiça pelo filho Reprodução: Instagram / @sabrina_silva.f
O desabafo da mãe do menino Gustavo Veloso Feitosa Reprodução: Instagram / @sabrina_silva.f
O menino Gustavo Veloso Feitosa partiu com apenas três anos Reprodução: Instagram / @sabrina_silva.f
Pai e madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa seguem detidos Reprodução: Polícia Civil

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