Mãe fala dias após menino partir por não dar 'bom dia' e impressiona
Uma nova decisão sobre a mãe do menino Oliver Golden Grayson veio à tona sete dias após ele partir.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma nova decisão surgiu uma semana depois do menino Oliver Golden Grayson, três anos, ter partido por não ter dado “bom dia”. Foi o próprio pai do pequeno, Dandre Jermaine Grayson, quem o agrediu ao ponto de ele não resistir. Ao ser questionado sobre por que fez isso, o pai alegou que agrediu o filho porque ele não lhe deu “bom dia”.
A agressão aconteceu no dia 5 de julho na casa que a família morava em Viamão no Rio Grande do Sul. Depois de ter agredido o menino, o pai Dandre Rodgers, juntamente com a esposa e mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, o levaram para o hospital. No hospital, os médicos constataram a gravidade das agressões e já notificaram a polícia. O pai foi detido ainda no hospital.
O menino Oliver ficou internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas partiu por morte cerebral na madrugada do dia 9 de julho. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou que os órgãos da Oliver foram doados com a autorização da família. Algumas horas depois da partida da criança, sua mãe Mayanna foi detida por omissão.
Mãe do menino Oliver pede para se despedir do filho
Atualmente, a mãe Mayanna Angelina Rodgers e o pai Dandre Jermaine Grayson continuam presos preventivamente. Acontece que o corpo do menino Oliver ainda está no IML. A defesa da mãe entrou com um pedido para que fosse Mayanna quem saísse da prisão para reconhecer o corpo do filho e participar do velório. E nesta quinta-feira (16) foi revelado que este pedido da mãe foi negado pela direção do Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier.
Os pais são norte-americanos e vivem no Brasil há nove anos. Eles têm cinco filhos no total, sendo que o mais velho tem nove anos. O casal não tem outros familiares no Brasil.
Ao explicar a sua decisão, a direção do presídio citou riscos de segurança até mesmo para a própria mãe por causa da grande repercussão do caso, além do risco para os agentes de escolta e à ordem pública.
Usando a mesma justificativa da repercussão do caso, a administração prisional confirmou a transferência de Mayanna para o Presídio Feminino de Guaíba. Por meio de seus advogados de defesa, André von Berg, Isabel Cochlar e Juliana Braun Martins, a mãe criticou a decisão de não ir ao velório do filho.
Segundo a defesa da mãe, a medida “desconsidera garantias fundamentais e impõe uma punição antecipada à mulher”. Os advogados ainda disseram que classificam Mayanna também como vítima de um histórico severo de violência doméstica e cárcere privado imposto pelo marido. “Queremos registrar que os direitos constitucionais dela estão sendo desconsiderados. Ela é uma mãe cujo corpo do filho está no Instituto Médico Legal”, disse a advogada Isabel para a imprensa local.
Os advogados de defesa da mãe agora estão aguardando a manifestação do Poder Judiciário de Viamão sobre o pedido de liberação extraordinária para o sepultamento do pequeno Oliver. É importante ressaltar que os filhos sobreviventes já relataram que também eram agredidos pela mãe.
Além disso, a mãe obrigava os filhos a esconderem as marcas das agressões e a mentirem para as outras pessoas sobre o que havia acontecido. A mãe estava na casa quando o menino Oliver foi agredido pelo pai e nada fez.
“Nós verificamos ao longo da investigação que essa mãe era conivente com tudo que acontecia naquela casa. Que me parece uma violência doméstica bem intensa no âmbito psicológico e físico. Essas agressões nós temos conhecimento que ocorrem há pelo menos oito anos. A criança mais velha da família tem nove anos, ou seja, ela tinha apenas um ano quando foi agredida”, contou a delegada Luana Tamiozzo Medeiros para a Rádi0 Gaúcha.
A delegada ainda contou: “As crianças eram agredidas e a mãe encaminhava essas crianças para o hospital, mas fazia que essas crianças mentissem sobre o motivo das lesões. As crianças viviam com roupas compridas para cobrir as marcas das agressões. Eles diziam para as crianças não mostrarem o corpo para ninguém, nem para médico, nem para ninguém, inclusive tivemos uma dificuldade com o médico do IML porque as crianças não queriam mostrar o corpo”.
A polícia Penal emitiu uma nota sobre sua decisão de não permitir que a mãe vá ao enterro do filho. A nota começa dizendo: “As avaliações acerca de demandas que envolvam escoltas de pessoas privadas de liberdade são realizadas com base em critérios estritamente técnicos e de segurança, considerando o conjunto das circunstâncias do caso concreto e tendo como premissa a preservação da integridade física de todas as pessoas potencialmente afetadas”.
A nota conclui da seguinte forma: “No caso em questão, também são considerados elementos relacionados à expressiva repercussão pública do crime e ao potencial risco decorrente da presença da pessoa presa em cerimônia fúnebre da vítima, circunstâncias que podem comprometer sua integridade física, das pessoas em seu entorno e demandam especial cautela por parte dos órgãos responsáveis pela segurança”.

















