Mãe que tirou as vidas dos 5 filhos fala pela 1ª vez
Mãe que tirou as vidas dos seus cinco filhos se pronunciou e chocou com um pedido.
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe Gisele Oliveira que tirou as vidas dos seus cinco filhos se falou e chocou ao fazer um pedido. Gisele tem 40 anos e tirou as vidas dos pequenos entre 2010 e 2023. Ela foi detida em Portugal no ano passado, país para o qual havia fugido.
Uma operação policial conjunta entre Brasil e Portugal trouxe Gisele de volta para Minas Gerais. Ela está sendo julgada em Timóteo, Minas Gerais, cidade na qual cometeu os crimes contra os cinco filhos.
Gisele se pronunciou por meio de sua defesa. Ela fez um pedido ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) para averiguar uma possível “insanidade mental”. A defesa de Gisele tentou alegar que ela apresentava indícios de distúrbios, como comportamento dissociativo, fala desconexa, incapacidade de compreender o processo penal e episódios persecutórios. Para tentar comprovar o que estavam dizendo, a defesa de Gisele pediu que a justiça expedisse um ofício a Prefeitura de Timóteo pedindo o histórico médico e psiquiátrico da paciente.
Os pedidos da defesa de Gisele foram negados pela juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes. A juíza explicou que a defesa não apresentou documentos para sustentar seus pedidos. Na decisão a juíza destacou a falta de “qualquer documento médico, laudo técnico, atestado ou registro clínico capaz de sustentar minimamente a pretensão defensiva”.
Mãe que tirou as vidas dos cinco filhos agiu por anos sem ser notada
A mãe Gisele Oliveira tirou as vidas dos cinco filhos ao longo de 13 anos. As crianças tinham entre 10 meses e três anos quando partiram. Seus crimes só foram descobertos quando o quinto filho partiu em 2023.
A delegada responsável pelo caso, Valdimara Teixeira, explicou que Gisele Oliveira tirou as vidas de cinco dos seus sete filhos. Seus homicídios ocorreram entre 2010 e 2023. Contudo, em 2008 ela já havia tentado tirar a vida do seu primogênito, mas ele sobreviveu.
Valdimara explicou que as investigações só começaram com a morte do último dos filhos de Gisele. “A investigação iniciou em relação ao último homicídio e testemunhas. Temos um toxicológico positivo a uma das mortes de 2010, a segunda morte consumada e a última criança o toxicológico foi positivo também”.
A delegada detalhou como as ações da mãe foram ignoradas pelas autoridades ao longo dos anos. “Nós tivemos três toxicológicos positivos, o primeiro é de 2007, na mamadeira que foi ministrada ao primogênito e foi concluído tentativa de homicídio. Entretanto na época esse inquérito policial foi arquivado sob o argumento que seria um acidente doméstico”, afirmou.
“A primeira criança que morreu não teve toxicológico. A segunda teve. E nós tivemos um positivo para medicação fenobarbital. A causa é intoxicação por fenobarbital. Nos dois de 2019, não tivemos requisição de toxicológico, não teve inquérito também”.
Valdimara continuou: “No de 2023 teve inquérito a época e pedimos o toxicológico que deu negativo para drogas pesquisadas, mas não pesquisava medicações. Fizemos uma nova requisição já conhecedores de todo o histórico para medicações depressoras do sistema nervoso central e veio positivo. Ou seja, no momento da morte a criança estava sob efeito de Clonazepan”.
A mãe Gisele fugiu para Portugal no ano passado conforme as investigações do seu caso avançaram e de lá ficou ameaçando testemunhas. Foi então que ela foi detida em Portugal e voltou ao Brasil em uma ação conjunta dos dois países. A próxima audiência de Gisele estava prevista para 8 de abril deste ano, mas não foi revelado se ela aconteceu ou não.

















