Neta partiu ao comer bolo na avó, mãe fala após reviravolta
A mãe da menina Alana desabafou após a filha ter partido ao comer bolo na casa da avó.
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe da criança Alana dos Santos Cardoso Marques que partiu depois de ter comido um bolo na casa da sua avó se pronunciou. A mãe Regiane Gonçalves dos Santos falou depois de uma reviravolta no caso.
A menina Alana partiu aos nove anos de idade. O caso ocorreu no interior de Minas Gerais no dia 23 de julho do ano passado. A garota Alana estava com a irmã de 11 anos na casa de sua avó paterna quando ingeriu o bolo feito pela senhora.
A menina Alana foi levada ao hospital após muita insistência da irmã que a viu passando bastante mal. A própria irmã de 11 anos relatou para a polícia que a avó Izabel Cardoso de Andrade, 60 anos, pouco fez diante da situação da neta.
O delegado responsável pelo caso, Willian Araújo, relatou o seguinte na época do ocorrido: “A própria irmã foi quem gritou pela vó, vó tal pessoa está morta, a vó estava tomando banho. Ela chegou, se deparou com a criança com fluidos sendo expelidos pelo nariz, com o olhar revirado, situação que evidenciava possível morte e ela foi massagear a barriguinha da neta. Não é isso que se espera de um ser humano dentro de um contexto de normalidade”.
O bolo que a menina Alana havia comido foi encaminhado para análise da perícia. E foi concluído que o bolo preparado pela vó havia sido envenenado com uma substância chamada terbufós, conhecida popularmente como chumbinho. A irmã de 11 anos da menina Alana não faleceu porque comeu somente um pedaço pequeno do bolo, mas, mesmo assim, ela teve dores abdominais.
A avó foi detida ainda em setembro do ano passado como a única suspeita de ter tirado a vida da neta e por ter tentado tirar a vida de sua outra neta de 11 anos.
Avó é absolvida e mãe da menina desabafa
Na segunda-feira passada (19) o caso da menina Alana teve uma grande reviravolta. Ocorre que a vó Izabel, que era acusada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de causar a morte da neta com o bolo envenenado foi inocentada pelo Tribunal do Júri.
O MPMG denunciou a avó pelos crimes de homicídio qualificado consumado de sua neta Alana dos Santos Cardoso Marques e de tentativa de homicídio qualificado da irmã dela. Mas a avó foi inocentada pelo júri após o advogado dela, Ricardo Pereira Alves, ter negado a autoria do crime e também alegado que não havia provas suficientes para a condenação.
O advogado da avó ainda afirmou que que a investigação não encontrou nenhuma embalagem de veneno na residência que indicasse manipulação da substância. Outro ponto é que não foram achados registros da compra da substância por parte da cliente no comércio local. Os investigadores também não conseguiram determinar qual seria a motivação de Izabel para tirar a vida da neta.
A avó da menina Alana já se encontra em liberdade e o caso foi encerrado. Alguns dias após a decisão, a mãe de Alana, Regiane Gonçalves dos Santos, fez um pequeno desabafo em suas redes sociais.
Regiane compartilhou uma foto de sua filha Alana. E ao mostrar a foto, ela escreveu: “Sentindo-se triste”. Contudo, a mãe não revelou se concorda com a decisão do júri no caso de sua filha ou não.
Fato é que durante o julgamento testemunhas falaram sobre a boa relação entre a avó e as netas. O advogado de Izabel também disse que o veneno pode ter sido levado até algum dos ingredientes ou ao bolo em si pelo gato de estimação da família. Este gato também partiu envenenado pela mesma substância.


















