O que aconteceu ao garoto de 15 anos que tirou a vida da mãe
Foi revelado o que aconteceu com o garoto de 15 anos que tirou a vida de sua mãe Gabriela Barbosa.
Bebê Mamãe|Do R7

Três semanas depois do garoto de 15 anos ter tirado a vida de sua mãe Gabriela de Paula Barbosa, 33 anos, novos desdobramentos do caso surgiram. A família é brasileira, mais especificamente de Osasco, São Paulo, mas vivia em Portugal há dois anos.
Gabriela de Paula Barbosa se mudou para Portugal com o marido, o filho adolescente e a filha que ainda era bebê. A menina atualmente tem 4 anos de idade. O marido de Gabriela foi preso em Portugal no ano passado justamente por causa de agressões contra ela.
No dia 12 de agosto, o garoto de 15 anos tirou a vida de sua mãe no apartamento em Oeiras, Portugal, no qual a família vivia. A irmã de quatro anos também estava na residência e presenciou tudo.
O adolescente alegou que tirou a vida da mãe após uma série de abusos que ela cometeu contra o rapaz e também a filha de quatro anos. Em conversa com o Expresso, a advogada que representa o garoto, Cristiana Carvalho, contou que o que aconteceu era uma “morte anunciada e que poderia ter sido evitada”. Ela afirmou: “O que aconteceu foi um ato de desespero que resultou de uma promessa não cumprida. É uma morte anunciada e que podia ter sido evitada”.
A advogada também relatou que antes do garoto ter tirado a vida de sua mãe com um golpe que a asfixiou, havia acontecido uma outra agressão. “Houve uma agressão anterior nesse dia, é tudo o que posso dizer”, relatou.
A profissional ainda falou da negligência por parte do estado português em relação ao caso. “No dia 5 de agosto, uma técnica da Segurança Social que trabalha com o tribunal prometeu ao menor que iria para uma instituição com a irmã. Mas os dias passaram e isso nunca aconteceu. Nem o juiz nem o Ministério Público decidiram retirar as crianças daquela casa e os conflitos continuaram”, contou a advogada Cristiana Carvalho.
O adolescente se entregou na manhã seguinte a quando tirou a vida de sua mãe. Desde então, o jovem continua em um centro educativo do estado português em regime fechado. Ele deve permanecer neste local pelo período de três meses até que o que irá acontecer com ele seja determinado.
Irmã do garoto não pode ir com a família paterna
Enquanto isso, a irmã do garoto encontra-se sob os cuidados de uma amiga de sua mãe, também em Portugal. A família paterna da menina esteve em Portugal para tentar obter a guarda dela. Porém, o estado português decidiu adiar a decisão sobre a guarda da menina.
A justiça portuguesa tomou esta decisão porque quer ouvir o pai do adolescente e da menina, que está preso pelos abusos contra a mãe, antes de tomar uma decisão. A expectativa é que a decisão sobre a guarda da menina seja tomada em setembro.
Com esta decisão, a menina permanece vivendo com a amiga de sua mãe. Ao deixar o tribunal de Cascais após esta decisão, a advogada da família paterna Patrícia Molino disse: “A própria criança está reagindo que não está bem onde está, quer ficar com a família”.
A justiça portuguesa ainda pediu documentos ao Brasil a fim de comprovar as condições financeiras da família paterna e também se haveria um acordo entre ambos os lados.


















