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Reviravolta sobre menino que partiu por não dar ‘bom dia’ surge

O menino de três anos que partiu chegou a ser afastado dos pais, mas foi devolvido a eles.

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Reviravolta surgiu após pai tirar vida do menino de três anos Reprodução: Arquivo Pessoal

Uma reviravolta sobre o caso do menino de apenas três anos que foi agredido pelo pai e partiu depois de não ter dado “bom dia” para ele foi revelada e surpreendeu. O pequeno Oliver Golden Grayson partiu na madrugada da última quinta-feira (09).

Ele foi agredido pelo pai no domingo passado (05) na residência da família em Viamão, Rio Grande do Sul. Após ter agredido o próprio filho, o pai, Dandre Rodgers, juntamente com a esposa e mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, o levaram para o hospital. No hospital, os médicos constataram a gravidade das agressões e já notificaram a polícia. O pai foi detido ainda no hospital.


O menino Oliver ficou internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre até sua partida por morte cerebral na madrugada de quinta-feira (09). A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou que os órgãos da Oliver foram doados com a autorização da família. Poucas horas depois da partida da criança, sua mãe Mayanna foi detida por omissão.

Pais já haviam perdido a guarda do menino Oliver


As investigações do caso continuam. E agora veio à tona que o menino Oliver, juntamente com seus outros quatro irmãos, foram retirados dos pais pelo Conselho Tutelar. Porém, eles foram devolvidos aos genitores três meses depois.

Isto aconteceu quando a família morava no interior de Santa Catarina, no ano passado. De acordo com o Ministério Público Catarinense, o Conselho Tutelar e a polícia Militar interviram na família depois de denúncias dos vizinhos sobre agressões físicas contra as crianças.  


O Conselho Tutelar foi até a residência da família acompanhados da polícia Militar e do Promotor de Justiça da Comarca para avaliarem a situação das crianças. Na ocasião, os técnicos registraram que os filhos do casal, incluindo o menino Oliver, foram encontrados sem marcas de agressões. Também foi registrado pelos técnicos que as crianças estavam saudáveis, bem-vestidas e morando em um ambiente higiênico.

Mesmo com a ausência de provas imediatas, como já haviam registros anteriores contra a família em outro estado, o conselho tutelar optou por acolher as crianças. Elas ficaram sob o acolhimento institucional por três meses.


Neste período foram feitas avaliações psicológicas e duas assistentes sociais chegaram a conclusão que os pais tinham condições psíquicas de manterem a guarda dos filhos e que não haviam elementos para confirmar os maus-tratos. As crianças foram devolvidas aos pais em junho de 2025. Um ano e um mês depois, o pai tirou a vida do menino Oliver por ele não ter lhe dado “bom dia”.

“Em complemento, um relatório elaborado pelo Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Município registrou que, durante as visitas assistidas, as crianças demonstravam forte vínculo afetivo com os pais, procurando abraçá-los, conversar e brincar com eles, além de manifestarem o desejo de retornar ao convívio familiar. O documento concluiu que, naquele momento, não havia indícios de maus-tratos nem de que as crianças estivessem em situação de risco”, disse o Ministério Público de Santa Catarina.

Mãe do menino Oliver fazia os filhos esconderem o que acontecia em casa

Os irmãos do menino Oliver que sobreviveram têm entre nove e um ano de idade. Algumas destas crianças conseguiram falar para os investigadores o que passavam em sua residência. “Nós verificamos ao longo da investigação que essa mãe era conivente com tudo que acontecia naquela casa. Que me parece uma violência doméstica bem intensa no âmbito psicológico e físico. Essas agressões nós temos conhecimento que ocorrem há pelo menos oito anos. A criança mais velha da família tem nove anos, ou seja, ela tinha apenas um ano quando foi agredida”, contou a delegada Luana Tamiozzo Medeiros para a Rádi0 Gaúcha.

A delegada continuou: “A mãe nega que agredisse também, apesar de termos outros relatos de que ela agredia também, isso tudo tá sendo apurado. De qualquer forma, essa mãe foi omissa o tempo inteiro. As crianças viam as agressões do pai, elas choravam, tentavam ajudar também”.

A delegada também revelou que a mãe fazia as crianças mentirem sobre o que acontecia na casa. “As crianças eram agredidas e a mãe encaminhava essas crianças para o hospital, mas fazia que essas crianças mentissem sobre o motivo das lesões. As crianças viviam com roupas compridas para cobrir as marcas das agressões. Eles diziam para as crianças não mostrarem o corpo para ninguém, nem para médico, nem para ninguém, inclusive tivemos uma dificuldade com o médico do IML porque as crianças não queriam mostrar o corpo”.

O menino Oliver Golden Grayson tinha três anos quando partiu Reprodução: Arquivo Pessoal
O pai Dandre Rodgers tirou a vida do menino de três anos Reprodução: Arquivo Pessoal
O menino Oliver Golden Grayson com os pais antes do que aconteceu Reprodução: Arquivo Pessoal

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