Rosas de Ouro, Mancha Verde e Vai-Vai levantam o Anhembi
Homenagens e carros luxuosos surpreendem público do Carnaval de SP
Carnaval 2013|Thiago Calil, do R7


A primeira noite de desfiles do Carnaval paulistano terminou com uma certeza: a disputa deste ano será apertada. Com enredos bem desenvolvidos e carros luxuosos em todas as agremiações, o resultado final será decidido nos detalhes. Rosas de Ouro, Mancha Verde e Vai-Vai foram as que mais levantaram as arquibancadas do Anhembi.
A noite abriu com homenagem a Beth Carvalho, na Tatuapé, passou por Mário Lago, na Mancha, e terminou com João Nogueira, na Águia. Outra marca dos desfiles, no entanto, foram as corridas no final da avenida. A Vai-Vai terminou sua apresentação com o tempo cravado no relógio. Já a Águia de Ouro ultrapassou em um minuto o tempo do regulamento.
Tatuapé
A escola fez bonito para marcar a sua volta ao Grupo Especial. Com poucos recursos, apostou na simplicidade, deixando de lado efeitos de iluminação ou alegorias em movimento, e conseguiu agradar aos foliões. A sambista Beth Carvalho, homenageada no enredo, não pôde desfilar com a escola por recomendação médica — Ela se recupera de um problema na coluna. O destaque foi a alegoria que representava o morro da Mangueira.
Com simplicidade, Tatuapé empolga na abertura do Carnaval paulistano
Veja em fotos como foi o desfile
Rosas de Ouro
A escola conseguiu um desfile tecnicamente perfeito, com alegorias impecáveis, um enredo de fácil compreensão e uma comunidade vibrante. A presidente Angelina Basílio, que em 2012 foi destaque na comissão de frente, voltou a surpreender ao desfilar como porta-bandeira na última alegoria.
Rosas de Ouro faz festa com sede de vitória
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Manche Verde
A homenagem a Mário Lago também levantou o público. A biografia do sambista e escritor foi contada com fidelidade, com destaque para a comissão de frente. Nela, uma estátua viva deu show ao se levantar para cair no samba em vez de ficar parada vendo a vida passar. A escola ainda passou por um susto quando um de seus carros alegóricos teve um princípio de incêndio, rapidamente controlado.
Mancha Verde faz jus à história de Mário Lago
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Vai-Vai
A escola do Bixiga trouxe uvas de verdade para contar a história dos vinhos do Brasil. Alegorias luxuosas e o ótimo samba também foram marcas da escola. O principal destaque foi a comissão de frente, que simbolizou o milagre da transformação da água em vinho.
Vai-Vai faz bonito ao mostrar a história do vinho, mas sofre com o cronômetro
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X-9 Paulistana
Para falar que São Paulo é uma cidade que recebe todos os povos, a escola mostrou reinos que retratavam as belezas das raças branca, negra, amarela e vermelha. O carro que simbolizou o povo indígena foi o mais marcante, quebrando o padrão de carros da escola. Musa da escola, a apresentadora Graciella Carvalho desmaiou durante o desfile e foi embora da avenida carregada.
X-9 faz desfile correto e mostra o lado cosmopolita de São Paulo
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Dragões da Real
A escola foi a única a enfrentar chuva em seu desfile. Mesmo se apresentando com as arquibancadas mais vazias, a agremiação não se deixou abater e mostrou entusiasmo e determinação na avenida ao falar de seu símbolo, o dragão. As alegorias impressionaram pelo acabamento e descontração e foram o destaque do desfile.
Dragões sofre com a chuva ao falar de seu símbolo
Veja em fotos como foi o desfile
Águia de Ouro
Homenageando João Nogueira, a escola da Pompeia também pegou chuva enquanto estava na concentração. Os familiares do sambista, que estavam espalhados pelos carros alegóricos transpareceram emoção no desfile, embalados pelo bom samba da escola. O carro em referência à música Espelho, que trazia o sambista Diogo Nogueira, comoveu ao mostrar a tradição do homenageado sendo passada de pai para filho.
Cantando João Nogueira, Águia de Ouro fecha com atraso a primeira noite de desfile