'Trio do BaianaSystem é libertação', celebra Russo Passapusso
Além de ser um dos grandes nomes da música brasileira atual, o grupo baiano é destaque no Carnaval com seu famoso Navio Pirata
Carnaval 2020|Daniel Vaughan, do R7

Além de ser um dos grandes nomes da música brasileira atual, o BaianaSystem é destaque no Carnaval com seu trio Navio Pirata.
Este ano, a banda segue com uma agenda energética na folia. O BaianaSystem já fez uma apresentação bombástica no pré-Carnaval de Salvador. Agora, o Navio Pirata volta, neste sábado (22) e domingo (23), ao tradicional circuito Barra-Ondina, na capital baiana. Depois, é a vez de Fortaleza, na segunda-feira (24), e São Paulo, no sábado (29).

O vocalista Russo Passapusso comemora a 'folia democrática'.
— O Carnaval é esse imã gigante de festas populares. E é onde a gente pode questionar e levar para cima questões de ocupações das ruas, de respeito e educação.
Com mais de 10 anos de carreira, o BaianaSystem gravou, em 2019, o elogiado disco O Futuro não Demora. Passapusso diz que, no momento, a turnê da banda vai no embalo carnavalesco.
— O Brasil inteiro é Carnaval, as coisas que acontecem são dentro da folia, então não tem como desassociar disso. Dentro desse contexto, os shows não param e fazem parte da festa. Acho que deve ser assim com todo mundo.
Outra novidade é que o BaianaSystem lançou recentemente o single Corrida Elétrica (ouça acima). A música é feita em parceria com o guitarrista virtuoso Armandinho Macedo para comemorar 70 anos do trio histórico Dodo e Osmar.
Russo Passapusso conversou com o R7 em meio a correria de Carnaval, onde passou até por uma preparação vocal para comandar a folia do Navio Pirata. Veja os destaques do bate-papo:
R7 — Qual é a importância do Carnaval?
Russo Passapusso — O Carnaval é esse imã gigante de festas populares. E é onde a gente pode questionar e levar para cima questões de ocupações das ruas, de respeito e educação.
R7 — Os shows do Baiana se transformam durante o Carnaval?
Russo Passapusso — O Brasil inteiro é Carnaval, então as coisas que acontecem são dentro da folia. Não tem como desassociar. Dentro desse contexto, os shows não param e fazem parte disso. Acho que deve ser assim com todo mundo.

R7 — Quais são as novidades do Navio Pirata?
Russo Passapusso — Interessante dizer que o Navio Pirata vai servir de plataforma para um grande festival internacional, que é o Afropunk. Dia 22 fevereiro, o trio sai com essa interface do Afropunk.
R7 — E qual é a proposta do trio do Baiana?
Russo Passapusso — O Navio Pirata tem a proposta diferenciada de agregar muita paz e tudo que envolva isso. É um trio menor que tem mais contato com o público, uma sonorização que segue mais a linha dos graves. Queremos agregar pelo tamanho, pela proximidade, embora o público esteja crescendo cada vez mais.

R7 — E o trio do Baiana carrega uma forte mensagem social.
Russo Passapusso — Gostamos muito do processo do trios elétricos. Nosso sonho é muito carnavalesco, é dentro disso vamos costurando as coisas com uma música de transformação. É a transformação de um polo negativo para o positivo; seja da falta de educação, agressão, violência ou qualquer outro tipo de coisa. É libertação, educação e paz. Basicamente, é essa a mensagem. E nós somos filhos de Ilê Aiyê, Gandhi, Gilberto Gil e Olodum. Trazemos um ar de continuidade.
R7 — E, nesse período, como você cuida da voz?
Russo Passapusso — A preparação que faço com a fonoaudióloga Ana Terra Pompeu acontece há tempos. É preciso me cuidar não só para aguentar a cantar, mas ficando atento também com o corpo. É importante ter uma boa recuperação vocal em um tempo menor. Com a profissional, cuido não só o físico, mas do mental.
R7 — Qual é a mensagem do BaianaSystem para o Carnaval?
Russo Passapusso — Paz e amor, pois é isso que as pessoas precisam.
