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Harvey Weinstein diz que é inocente e paga fiança de 1 milhão de dólares

Produtor cinematográfico, que foi denunciado por dezenas de mulheres por abuso, se entregou para a polícia de Nova York nesta sexta-feira 

Cinema|Daniel Vaughan, do R7

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Harvey Weinstein se entrega para a polícia de Nova York
Harvey Weinstein se entrega para a polícia de Nova York

Harvey Weinstein se entregou à polícia de Nova York, na manhã desta sexta-feira (25), onde enfrentou acusações de violência e abuso sexual. O produtor cinematográfico, que foi denunciado por dezenas de mulheres, deixou a delegacia no começo da tarde.

Segundo o site da BBC, durante uma breve audiência no tribunal, na qual Weinstein não falou, a promotora Joan Illuzzi disse que o ex-magnata "usou sua posição, dinheiro e poder para atrair mulheres jovens a situações em que ele era capaz de violá-las sexualmente".


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Weinstein foi libertado sob fiança de 1 milhão de dólares (cerca de 3,6 milhões de reais) para deixar a prisão em liberdade condicional, com uma tornozeleira eletrônica. O réu se declarou inocente das acusações. Seu advogado, Ben Brafman, disse a repórteres fora do tribunal que o magnata desonrado entraria com uma alegação de inocência.

— Vamos nos mover rapidamente para descartar essas acusações. Acreditamos que têm falhas constitucionais e não estão respaldadas por evidências.


Veja quem são as atrizes que acusam Harvey Weinstein

Em um comunicado, o Departamento de Polícia de Nova York agradeceu "a estes bravos sobreviventes por sua coragem de se apresentar e buscar a justiça".


A publicação também informa detalhes de quem faz as acusações ainda não foram oficialmente divulgados, mas a ex-atriz Lucia Evans, que afirmou que Weinstein a obrigou a fazer sexo oral em 2004, é considerada uma das mulheres cujos casos provocaram a onda de denúncias que se tornaram públicas.

Essas são as primeiras acusações criminais contra Weinstein, que já enfrenta uma série de ações civis.

Desde outubro de 2017, centenas de mulheres acusaram importantes empresários, políticos e personalidades da indústria do entretenimento de abuso sexual, se unindo ao movimento virtual #MeToo, que chamou atenção para casos de assédio sexual nos Estados Unidos.

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