João Pedro Zappa fala sobre viver brasileiro morto no Malauí em filme
Gabriel e a Montanha estreia em 2 de novembro; veja cena exclusiva
Cinema|Thiago Calil, do R7

Único longa brasileiro selecionado para a 70ª edição do Festival de Cannes, na França, Gabriel e a Montanha explora os últimos passos do economista carioca Gabriel Buchmann, encontrado morto por hipotermia em 2009, no Monte Mulanje, no Malauí, na África.
A produção, que estreia no circuito nacional em 2 de novembro, é assinada pelo diretor Fellipe Barbosa, que, por sinal, era amigo de infância de Buchmann. O filme conta como ele larga tudo e vai para uma viajam à África disposto a viver como local e conhecer melhor os problemas sociais da região.
O ator João Pedro Zappa, protagonista do longa, mergulhou na história de Buchmann para reviver os intensos últimos dias do carioca.
— Interpretar o Gabriel Buchmann foi muito forte. O trabalho de investigação do Fellipe (Barbosa) foi incrível. Encontramos todos os principais amigos que o Gabriel fez durante a viagem pelo continente africano. O Gabriel era tão interessante que todas as amizades que fez por lá também são muito interessantes. Tive acesso aos e-mails, cartas e fotos do Gabriel, e também tive contato com muitos amigos dele, que me ajudaram muito. Os amigos me contaram muitas histórias do Gabriel que enriqueceram meu imaginário para defender o personagem nas filmagens.
"O Gabriel era tão interessante que todas as amizades que fez por lá também são muito interessantes"
Em cena exclusiva para o R7, Buchmann está no Quênia e passa a viver como um masai, grupo étnico africano, e recebe um nome de batismo na linguagem daquele povo.
A pesquisa de Fellipe Barbosa, que está no segundo longa-metragem, incluiu anotações, e-mails de Buchmann para a mãe e a namorada e entrevistas com pessoas que o conheceram na África.
— Meu interesse pela história começou ao ler um e-mail que Gabriel enviou para sua família e amigos da Uganda, descrevendo sua primeira semana na África. Reconheci a felicidade descrita por Gabriel e sua vontade de ficar lá, talvez para sempre. Eu estivera na Uganda dois anos antes e, como Gabriel, não queria voltar. Fazer esse filme foi uma maneira de reencontrar o Gabriel. Senti também que era uma oportunidade de fazer uma cartografia humana dessa região do mundo tão distante, porém tão próxima de nós. O retrato de uma África humana e hospitaleira, longe dos estereótipos.
Produzido em parceria por Brasil e França, as filmagens aconteceram em quatro países: Quênia, Zâmbia, Tanzânia e Maláui.
"Fazer esse filme foi uma maneira de reencontrar o Gabriel"
Em Cannes, a produção levou dois prêmios, sendo um de revelação para Fellipe Barbosa e outro de distribuição.
Gabriel Buchmann morreu de hipotermia, em 2009, após decidir subir o Monte Mulanje, pico mais alto do Maláui e com mais de três mil metros de altitude, sem o acompanhamento de um guia. Seu corpo foi encontrado 19 dias depois na subida da montanha.
Veja abaixo o trailer de Gabriel e a Montanha.















