Logo R7.com
RecordPlus
R7 Entretenimento – Música, famosos, TV, cinema, séries e mais

Morgan Freeman se aproxima dos 90 anos, aponta ‘herdeiro’ e diz: ‘Trabalharei enquanto puder’

Morgan Freeman insiste que ainda não entende todo o alvoroço em torno de sua voz

Estadão Conteúdo

Cinema|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Morgan Freeman, aos 89 anos, continua ativo na carreira, reprisando papéis em séries de streaming e produzindo álbuns de blues.
  • Freeman valoriza a narrativa humana nos roteiros, destacando a coragem de escritores como Taylor Sheridan.
  • Ele é um defensor do blues, vendo-o como parte essencial do patrimônio americano e fundou uma casa de shows em Clarksdale, Mississippi.
  • O ator pretende continuar trabalhando enquanto puder, inspirado por colegas como Clint Eastwood.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Morgan, considerado uma lenda do cinema, reflete sobre sua carreira e a paixão pelo blues Reprodução/Instagram/@morganfreeman

Morgan Freeman insiste que ainda não entende todo o alvoroço em torno de sua voz. O ator vencedor do Oscar, de 89 anos, já deu voz a Deus e a presidentes, além de ser o narrador ideal para o seu documentarista favorito. Ainda assim, ele desmerece o impacto de seu barítono ressonante e imediatamente reconhecível.

Freeman, cuja carreira só decolou mais tarde na vida, está quase se tornando um nonagenário, mas continua firme e forte.


Ele está reprisando seu papel como Edwin Mullins, o secretário de Estado dos EUA, na terceira temporada do thriller de espionagem Lioness, de Taylor Sheridan, no Paramount+, que também conta com Zoe Saldaña e Nicole Kidman no elenco.

Freeman também sente o dever de preservar o blues; ele é fundador de uma casa de shows de blues em Clarksdale, Mississippi, e produziu e narrou um álbum de blues com lançamento previsto para agosto.


Ele falou recentemente ao The New York Times sobre seu trabalho no universo de Sheridan, sua voz e como escolhe seus projetos. Esta entrevista foi editada e condensada para fins de clareza.

Taylor Sheridan atrai uma longa lista de astros do cinema para suas séries. O que há em sua escrita que torna seus programas tão atraentes?

A escrita dele tem mais a ver com a experiência humana, com o que as pessoas estão realmente passando, emocionalmente, em muitos casos. Você viu muito disso em Yellowstone e, na verdade, vê muito disso em qualquer um dos trabalhos dele.


E aqui, em Lioness, no caso da Joe (personagem de Saldaña), por exemplo, ele está lidando com uma mulher cuja vida está em risco com muita frequência. Ela tem filhos e um marido.

Ela toma decisões e precisa levar isso em consideração. É preciso coragem para escrever sobre coisas assim, e Taylor parece ter de sobra.


Antigamente não se via muitos astros de cinema estrelando séries de TV episódicas. Por que tantos estão se juntando a esse formato neste momento?

Há mais trabalho em séries episódicas no streaming do que propriamente em filmes que vão para os cinemas. Se as pessoas podem sentar em casa e assistir a algo extraordinário, é isso que elas farão. É por isso que Warner Bros., Paramount e Hulu, todos eles, têm essas plataformas de streaming.

Você se aprofundou na música blues. Por que isso é importante para você?

O blues é, em primeiro lugar, a essência do patrimônio da América, e essa essência pertence à população negra deste país. Nós o criamos. Nós o cultivamos — refiro-me ao blues e ao gospel —, porque muitos dos nossos cantores de gospel começaram a fazer blues depois.

O dinheiro no blues é melhor do que o dinheiro na música gospel. E os dois estão indissociavelmente casados. Eu não sentei e decidi que isso era algo que eu tinha que fazer. Foi meio que imposto a mim.

Estava em Clarksdale um dia, e alguns mochileiros estavam andando pelas ruas tentando encontrar algum lugar onde pudessem ouvir blues em Clarksdale, e não havia lugar nenhum.

Meu sócio e eu simplesmente decidimos que isso não podia continuar. Tínhamos que fazer algo a respeito. Então, não posso realmente sentar aqui e dizer que isso foi uma paixão da minha vida inteira. A necessidade de fazer isso foi imposta a mim.

Existe um elemento chave em um roteiro que faz você dizer sim a ele?

Se alguém lhe oferece um trabalho, é muito bom se também estiverem lhe oferecendo um roteiro empolgante, mas, na realidade, duas ou três coisas entram em jogo. Quanto vão lhe pagar?

Se forem pagar o suficiente, você ignora algumas falhas no roteiro que porventura estejam ali. Às vezes você pode mencionar coisas no roteiro que não funcionam muito bem para você e, no geral, isso se resolve.

Resta algum papel que você ainda não tenha interpretado e que ainda queira fazer?

Não. Estou me aproximando dos 90 agora. Então, os papéis que eu gostaria de ter interpretado, o Denzel Washington vai interpretar.

O que continua impulsionando você a fazer arte?

Sou como o Clint Eastwood nisso: não deixe o velho entrar. Então, continue trabalhando. Se você consegue levantar da cama e não cair ao fazer isso, você apenas agradece pelas suas bênçãos e continua em frente. Por isso, trabalharei enquanto puder — e enquanto alguém disser: “Você quer fazer este papel?”

Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.

Search Box

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.