Renata Castro Barbosa estrela monólogo com direção de Bel Kutner e destaca parceria
Atrizes conciliam projeto no teatro com gravações de Ben-Hur e A Ira do Herdeiro, respectivamente
Ben-Hur|Gabriel Alberto

Renata Castro Barbosa vive um momento especial na carreira. Fora da ‘zona de conforto’, em suas próprias palavras, a atriz volta a fazer uma personagem de forte carga dramática em Ben-Hur, como Rispa. No teatro, estrela o primeiro monólogo O Tempo Dela, se juntando à amiga Martha Mendonça, autora do texto, e à atriz Bel Kutner, diretora do espetáculo, e no elenco de A Ira do Herdeiro, como Shayna.
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Ao site oficial, as artistas comentaram como é trabalhar no projeto e a parceria em um texto que traz à luz o protagonismo da mulher após os 50 anos e o passar do tempo.
“É meu primeiro monólogo. E tenho a Bel me levando pela mão, que tem sido meu apoio e minha força, porque é muito difícil estar sozinha no palco. Tem sido uma experiência desafiadora como há muito tempo eu pedia. É um espetáculo que me bota em um lugar onde não tenho escolha, tenho que me entregar e me desafiar. E tem sido bem legal, apavorante, mas apaixonante”, garante Renata.
Para Bel, o fato de ser atriz torna mais fluido o ato de dirigir uma colega no palco: “Acho que deixa mais fácil, porque quero sempre que ela fique bem e entendo que quando estamos ali no palco é mais difícil, então respeito o tempo dela”.
Com quase 40 anos de carreira, Bel concilia a atuação com a direção no teatro: “Cresci vendo meu pai (o ator e diretor Paulo José) dirigindo, fui assistente dele algumas vezes e, para mim, foi algo natural. Já joguei em todas as posições no teatro, da Administração à Produção, tenho a observação e a experiência de quem ‘nasceu’ dentro de um teatro e tem paixão por ele”.
Renata comenta como tem sido o trabalho com a diretora e destaca a força da troca entre elas para o sucesso do texto: “A Bel é uma diretora muito firme, e sendo a atriz talentosa que ela é e com tanto tempo de carreira quanto eu, sabe do que estamos falando, e isso facilita. Essa troca é muito bacana, ela é muito respeitosa com o trabalho de atriz por ser a atriz que é, e me ajuda”.
Bel revela como surgiu a parceria com Renata e conta como recebeu o texto de Martha Mendonça, além de elogiar a atriz:
“Ela escreveu para a Renata contar essa história, que é uma mulher que está comemorando 50 anos e repensa a vida, revê seus conceitos. A minha geração pegou muitas mudanças, e as questões são as mesmas, sobre o tempo, as dificuldades, filhos e questões universais. E a peça fala disso com muito humor, mas também com muita delicadeza. E a Renata é uma atriz que amo, que me divirto muito trabalhando com ela, é generosa e tem muita escuta. É um espetáculo delicioso, tenho certeza”.
Aos 52 anos, Renata traz à tona no monólogo as experiências de uma mulher com a mesma idade e a discussão que o período traz para o feminino:
“Tento lidar com esse tempo da forma mais condescendente e com paixão comigo porque é muito difícil para a mulher envelhecer. Quando você perde os hormônios, é uma mudança de cabeça mesmo, de entendimento de vida. Eu não tive grandes crises, mas me assusta porque ainda me vejo muito nova, com uma vida inteira pela frente. Acho que não tive tempo de parar para pensar muito em envelhecimento”.
Serviço:
Teatro Gláucio Gill
Praça Cardeal Arcoverde Copacabana
De 12/09 a 05/10
sáb · dom · seg - 20h
Classificação 14 anos · duração 50 min
Inteira R$ 80 · meia R$ 40
Meia-entrada: estudante, idoso, PcD, ID Jovem
Bilheteria do Teatro (segunda a domingo – 16h às 22h) ou Online
Saiba mais:
A superprodução Ben-Hur estreia dia 9 de outubro no Univer Vídeo e, posteriormente, na RECORD.















