Cunhado de Ana Hickmann fala sobre briga com atirador: “Dei dois tiros na cabeça dele”
Gustavo Corrêa disse à Veja São Paulo que apresentadora desmaiou durante o ataque
Famosos e TV|Do R7

Gustavo Corrêa, cunhado de Ana Hickmann, falou na manhã deste domingo (22) a Veja São Paulo sobre o atentado sofrido pela apresentadora na tarde de sábado (21), em um hotel em Belo Horizonte, em Minas Gerais. À publicação, ele contou detalhes de como tudo aconteceu, inclusive, sobre os dois tiros que deu na cabeça do agressor, Rodrigo Augusto de Pádua. Confira.
O ataque
— Eu estava no corredor do hotel. O rapaz me abordou apontando a arma para minha cabeça e me obrigou a abrir a porta do quarto. Quando entrou no apartamento, ficou ameaçando todo mundo. Isso durou cerca de 15 ou 20 minutos.
O que o atirador dizia
— Falava várias loucuras. Dizia por exemplo que a Ana Hickmann mandava beijos com biquinho nas redes sociais especialmente para ele. Disse que uma vez ele elogiou um vestido amarelo no Instagram e no outro dia ela estava usando aquele vestido, que aquilo tudo era para ele. Enquanto isso, apontava o revólver 38 carregado de balas. Depois vi que as balas eram novinhas, nada de bala vagabunda. Foi tudo premeditado para matar e, acho, se matar em seguida. Em determinado momento, a Ana desmaiou nos braços da Giovanna. Ele avançou e partiu para cima.
E na sequência
— Foi "cortina preta" na minha cabeça, não dá para pensar em nada. Só queria salvar as mulheres. Ficamos em luta corporal por cerca de dois minutos. Até que a arma se soltou e foi parar atrás dele. Peguei a arma e dei dois tiros na cabeça dele. Enquanto isso, Ana e Giovanna correram para fora do quarto. Em algum momento, ele deu dois tiros. A Ana não foi atingida, mas uma das balas acertou a Giovana. Nesse momento o cabelereiro da Ana estava chegando. Ele pegou a Giovanna e colocou ela dentro de um táxi E levou para o hospital. Se não fosse ele, ela estaria morta.
Estado de Giovanna
— Agora bem. O tiro a atingiu de uma maneira muito grave. Foi uma bala só, mas que pegou várias partes do corpo, atingiu a artéria femoral. A impressão é de que ela está com uma fratura exposta. Por sorte não corre risco, mas, segundo os médicos, foi muita sorte, como se tivesse ganhado na mega sena.
Sensação de ter matado uma pessoa
— Foi tudo desesperador. Não tenho nenhum remorso de ter matado. Antes ele do que eu. Íamos todos morrer. Depois soube, pela dona do showroom, que ele havia tentado se credenciar como lojista para o evento. Ele ia matar todo mundo, essa era a clara ideia dele.
Considera-se um herói?
— Fiz o que um homem deveria fazer. Era a minha obrigação de homem com duas mulheres no quarto. Não quero que digam que sou herói.
Daqui para frente
— Agora a nossa preocupação é daqui para frente. A Ana Hickmann é muito querida pelos fãs, fãs ótimos, mas vamos ter que pensar como será quando alguém se aproximar dela. Isso tudo foi muito assustador.
O que se sabe do caso até agora
A Polícia Civil de Minas Gerais já ouviu a apresentadora Ana Hickmann e o cunhado dela, Gustavo Corrêa, após ataque sofrido pela família no sábado (21) em Belo Horizonte. Um atirador identificado como fã invadiu o quarto do hotel em que ela estava e atingiu a cunhada da apresentadora, Giovana Oliveira. Giovana está internada e passa bem.
Ao R7, a Polícia Civil informou que, além de Ana e Corrêa, o cabeleireiro da apresentadora, Júlio Figueiredo, 37 anos, também foi ouvido. Ele estava no quarto no momento em que o suspeito, Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, entrou e ameaçou o grupo. Figueiredo, no entanto, não foi ameaçado. Os depoimentos duraram cerca de quatro horas e a polícia trabalha com a hipótese de que o crime foi premeditado e informou que a briga entre Corrêa e Pádua — que acabou com a morte do atirador — ocorreu dentro do quarto após o suspeito disparar e atingir Giovana.
Para o delegado que acompanha o caso, Flavio Grossi, o fato de o suspeito ter se hospedado no mesmo hotel que a apresentadora um dia antes do crime indica que ele já tinha o plano de tentar atacar Ana. Pádua deu entrada no hotel e pagou a hospedagem com o cartão de crédito do pai. Em depoimento, a apresentadora informou que não conhecia o atirador e que nunca tinha visto Pádua. Segundo a polícia, ele não tentou se aproximar dela para pedir foto ou autógrafo.
Já Corrêa relatou à polícia que só viu o atirador uma vez antes do crime, no restaurante do hotel. O suspeito se envolveu em uma pequena confusão no local, que, para a polícia, pode até ter sido provocada para chamar atenção de Ana. Os depoimentos ocorreram na noite de sábado e, neste domingo (22), Ana já estava em casa, em São Paulo.
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