De princesas a rainhas: quem são as mulheres que podem assumir as Coroas da Europa
Morte do rei Harald 5º da Noruega mudou a posição de uma nova geração da realeza no velho continente
Famosos e TV|Do R7
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A morte do rei Harald 5º da Noruega, nesta sexta-feira (28), mudou a posição de uma nova geração da realeza europeia. Com a ascensão de seu pai, Haakon 8º, ao trono, a princesa Ingrid Alexandra, de 22 anos, tornou-se a herdeira da Coroa norueguesa. Ela é uma das cinco mulheres que estão na linha direta de sucessão de monarquias no continente e que poderão se tornar rainhas no futuro.
A mudança também tem um significado histórico. Se chegar ao trono, Ingrid Alexandra será a primeira mulher a reinar na Noruega em mais de 600 anos. A sucessão feminina no país foi assegurada pela mudança constitucional de 1990, que estabeleceu a primogenitura absoluta para os descendentes do rei, permitindo que o filho mais velho herde o trono independentemente do sexo.
Além dela, Bélgica, Espanha, Holanda e Suécia têm mulheres preparadas para assumir as respectivas Coroas.
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Veja abaixo quem são as herdeiras diretas das monarquias europeias:
Ingrid Alexandra, da Noruega
Ingrid Alexandra nasceu em 21 de janeiro de 2004 e é a filha mais velha do agora rei Haakon 8º e da rainha Mette-Marit. Até a morte de Harald 5º, ela ocupava o segundo lugar na sucessão, atrás do pai.
Com a mudança no trono, passou a ser princesa herdeira da Noruega. Ela também superou na linha sucessória o irmão mais novo, o príncipe Sverre Magnus, graças às regras de primogenitura adotadas pelo país.
Ingrid Alexandra estudou na Austrália e retornou à Noruega para continuar sua formação na Universidade de Oslo, além de também ter servido nas Forças Armadas norueguesas.
Quando assumir o trono, ela poderá se tornar a primeira rainha reinante do país desde Margarida 1ª, que morreu em 1412.
Elisabeth, da Bélgica
A princesa Elisabeth, da Bélgica, é a filha mais velha do rei Philippe e da rainha Mathilde. Nascida em 25 de outubro de 2001, ela ocupa o primeiro lugar na sucessão ao trono belga.
A jovem se tornou herdeira do trono após a ascensão de seu pai, em 2013. Sua chegada ao poder representará uma mudança histórica para a Bélgica: ela será a primeira mulher a ocupar o trono do país desde a adoção da primogenitura absoluta.
Formada em história e política, Elisabeth também passou por treinamento militar e estudou na Universidade de Oxford. A preparação tem como objetivo aproximá-la das responsabilidades que terá quando se tornar chefe de Estado.
Leonor, da Espanha
Leonor, atual princesa das Asturias, tem 20 anos e é a filha mais velha do rei Felipe 6º e da rainha Letizia.
Nascida em 31 de outubro de 2005, Leonor vem sendo preparada gradualmente para o futuro papel de chefe de Estado. Em 2023, aos 18 anos, jurou fidelidade à Constituição espanhola diante do Parlamento, uma das principais etapas de sua preparação para o trono.
Quando se tornar rainha, Leonor será a primeira mulher a reinar na Espanha desde Isabel 2ª, que governou no século 19. Sua sucessão também depende da manutenção das atuais regras constitucionais, que ainda estabelecem preferência masculina em determinadas situações, embora ela esteja à frente da irmã mais nova, a infanta Sofía.
Catharina-Amalia, da Holanda
Catharina-Amalia é a filha mais velha do rei Willem-Alexander e da rainha Máxima. Nascida em 7 de dezembro de 2003, ela é a primeira na linha de sucessão ao trono da Holanda.
Conhecida oficialmente como princesa de Orange, Amalia assumiu o título de herdeira quando o pai se tornou rei, em 2013. A monarquia neerlandesa adota a primogenitura absoluta, portanto suas duas irmãs mais novas não podem ultrapassá-la na sucessão.
A futura rainha estudou política, psicologia, direito e economia na Universidade de Amsterdã. Assim como outras herdeiras europeias de sua geração, vem gradualmente assumindo compromissos públicos e se preparando para representar o país.
Victoria, da Suécia
Victoria, da Suécia, é a mais velha entre as futuras rainhas desta geração. Nascida em 14 de julho de 1977, ela é filha do rei Carl 16º Gustaf e da rainha Silvia e ocupa a primeira posição na sucessão sueca.
Victoria se tornou herdeira direta após uma mudança nas regras de sucessão que passou a privilegiar o filho mais velho independentemente do sexo. Com isso, ela ultrapassou o irmão mais novo, o príncipe Carl Philip.
A princesa herdeira é casada com Daniel Westling, com quem tem dois filhos: Estelle e Oscar. Quando assumir o trono, Victoria se tornará a quarta rainha reinante da história moderna da Suécia e dará continuidade a uma linhagem que já teve outras mulheres no comando da monarquia.
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