Entenda a doença que fez Isis Valverde ser internada 3 vezes
Condição autoimune exige restrição alimentar rigorosa e pode provocar inflamações graves após contato mínimo com glúten
Famosos e TV|Do R7
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A atriz Isis Valverde revelou ter sido internada três vezes neste ano após sofrer crises relacionadas à doença celíaca, condição autoimune causada pela intolerância permanente ao glúten. Segundo a artista, ela convive com o problema desde os 19 anos e afirmou que seu quadro é considerado agressivo, a ponto de pequenas contaminações alimentares provocarem reações intensas.
Em relatos publicados nas redes sociais, Isis explicou que chegou a passar mal após consumir alimentos preparados em utensílios que tiveram contato prévio com glúten. A atriz contou ainda que demorou a descobrir a origem das crises recentes porque não sabia que sua alimentação estava sendo contaminada durante o trabalho.
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O que é a doença?
A doença celíaca é uma enfermidade autoimune em que o organismo reage ao glúten, uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e alimentos derivados. Quando pessoas com predisposição genética ingerem a substância, o sistema imunológico passa a atacar o intestino delgado, provocando inflamações e danos às vilosidades intestinais, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes.
Especialistas apontam que o comprometimento dessas estruturas pode dificultar a absorção adequada de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo. Sem tratamento, a doença pode levar a complicações de saúde de longo prazo.
Segundo levantamento da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), cerca de 2 milhões de brasileiros têm a doença celíaca, sendo que 80% ainda não possuem um diagnóstico confirmado. Estudos mostram que a doença pode surgir em qualquer idade após o início do consumo de glúten.
Quais são os sintomas?
Os sintomas variam bastante e podem dificultar a identificação do problema. Entre os sinais mais comuns estão desconforto abdominal, diarreia crônica, dores abdominais, vômitos, fadiga, irritabilidade, enxaqueca, alterações de humor, tontura, anemia e perda de peso. Em alguns casos, também podem surgir osteoporose, infertilidade, intolerância à lactose e problemas neurológicos.
Há ainda pacientes assintomáticos, que descobrem a condição apenas após exames realizados por histórico familiar. Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados apresentam maior risco de desenvolver a doença.
A doença celíaca é mais comum em mulheres e costuma ser observada com maior incidência na infância, especialmente após a introdução de alimentos que contêm glúten na dieta. Ainda assim, adultos também podem desenvolver a condição ao longo da vida.
Qual é o tratamento?
O tratamento exige a exclusão total e permanente do glúten da alimentação. Isso inclui alimentos como pães, massas, bolos, pizzas, biscoitos e cervejas, além de produtos industrializados que possam conter traços da proteína. Não existe cura nem medicamento capaz de eliminar a doença.
Outro desafio é evitar a chamada contaminação cruzada, quando pequenas partículas de glúten entram em contato com alimentos destinados ao paciente celíaco durante o preparo. Segundo especialistas, até migalhas ou resíduos em utensílios podem desencadear novas crises e inflamações intestinais.
A atenção à dieta costuma exigir mudanças profundas na rotina dos pacientes e familiares. Por isso, é importante o acompanhamento multiprofissional, incluindo suporte médico e nutricional para evitar deficiências nutricionais e outras complicações associadas à doença.
Sem tratamento adequado, a doença celíaca também pode aumentar o risco de outros problemas de saúde, como anemia, osteoporose, infertilidade, doenças autoimunes e até câncer de intestino em casos mais graves e prolongados.
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