Logo R7.com
RecordPlus
R7 Entretenimento – Música, famosos, TV, cinema, séries e mais

Entenda a doença que fez Isis Valverde ser internada 3 vezes

Condição autoimune exige restrição alimentar rigorosa e pode provocar inflamações graves após contato mínimo com glúten

Famosos e TV|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Isis Valverde foi internada três vezes devido a crises causadas pela doença celíaca, uma condição autoimune que exige restrição total ao glúten.
  • A doença celíaca ocorre quando o organismo reage ao glúten, presente em trigo, centeio, cevada e aveia, danificando o intestino delgado e dificultando a absorção de nutrientes.
  • Os sintomas variam de desconforto abdominal a problemas mais graves como osteoporose e infertilidade, e a doença pode surgir em qualquer idade.
  • O tratamento requer exclusão total do glúten e atenção à contaminação cruzada, sendo necessário acompanhamento médico e nutricional para evitar complicações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A atriz Isis Valverde contou convive com uma forma agressiva de doença celíaca Reprodução/Instagram/@isisvalverde

A atriz Isis Valverde revelou ter sido internada três vezes neste ano após sofrer crises relacionadas à doença celíaca, condição autoimune causada pela intolerância permanente ao glúten. Segundo a artista, ela convive com o problema desde os 19 anos e afirmou que seu quadro é considerado agressivo, a ponto de pequenas contaminações alimentares provocarem reações intensas.

Em relatos publicados nas redes sociais, Isis explicou que chegou a passar mal após consumir alimentos preparados em utensílios que tiveram contato prévio com glúten. A atriz contou ainda que demorou a descobrir a origem das crises recentes porque não sabia que sua alimentação estava sendo contaminada durante o trabalho.


LEIA MAIS:

O que é a doença?

A doença celíaca é uma enfermidade autoimune em que o organismo reage ao glúten, uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e alimentos derivados. Quando pessoas com predisposição genética ingerem a substância, o sistema imunológico passa a atacar o intestino delgado, provocando inflamações e danos às vilosidades intestinais, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes.

Especialistas apontam que o comprometimento dessas estruturas pode dificultar a absorção adequada de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo. Sem tratamento, a doença pode levar a complicações de saúde de longo prazo.


Segundo levantamento da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), cerca de 2 milhões de brasileiros têm a doença celíaca, sendo que 80% ainda não possuem um diagnóstico confirmado. Estudos mostram que a doença pode surgir em qualquer idade após o início do consumo de glúten.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam bastante e podem dificultar a identificação do problema. Entre os sinais mais comuns estão desconforto abdominal, diarreia crônica, dores abdominais, vômitos, fadiga, irritabilidade, enxaqueca, alterações de humor, tontura, anemia e perda de peso. Em alguns casos, também podem surgir osteoporose, infertilidade, intolerância à lactose e problemas neurológicos.


Há ainda pacientes assintomáticos, que descobrem a condição apenas após exames realizados por histórico familiar. Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados apresentam maior risco de desenvolver a doença.

A doença celíaca é mais comum em mulheres e costuma ser observada com maior incidência na infância, especialmente após a introdução de alimentos que contêm glúten na dieta. Ainda assim, adultos também podem desenvolver a condição ao longo da vida.


Qual é o tratamento?

O tratamento exige a exclusão total e permanente do glúten da alimentação. Isso inclui alimentos como pães, massas, bolos, pizzas, biscoitos e cervejas, além de produtos industrializados que possam conter traços da proteína. Não existe cura nem medicamento capaz de eliminar a doença.

Outro desafio é evitar a chamada contaminação cruzada, quando pequenas partículas de glúten entram em contato com alimentos destinados ao paciente celíaco durante o preparo. Segundo especialistas, até migalhas ou resíduos em utensílios podem desencadear novas crises e inflamações intestinais.

A atenção à dieta costuma exigir mudanças profundas na rotina dos pacientes e familiares. Por isso, é importante o acompanhamento multiprofissional, incluindo suporte médico e nutricional para evitar deficiências nutricionais e outras complicações associadas à doença.

Sem tratamento adequado, a doença celíaca também pode aumentar o risco de outros problemas de saúde, como anemia, osteoporose, infertilidade, doenças autoimunes e até câncer de intestino em casos mais graves e prolongados.

Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.