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Juíza que derrubou suspensão de vistos de Trump já julgou caso de Drake contra Kendrick Lamar

Na ocasião, Jeanette Vargas arquivou processo alegando que batalhas de rap são manifestações artísticas e opinativas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A juíza federal Jeannette Vargas anulou a suspensão de vistos de imigrantes da administração Trump para cidadãos de 75 países.
  • Vargas já havia arquivado um caso de difamação entre os rappers Drake e Kendrick Lamar, considerando as batalhas de rap como manifestações artísticas e opinativas.
  • Drake processou a UMG, alegando que a gravadora lucrava com acusações falsas feitas por Lamar, mas o processo foi arquivado.
  • A juíza afirmou que declarações em batalhas de rap não são verificáveis e que apoio para proposições absurdas pode ser facilmente encontrado online.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Juíza Jeannette Vargas já mediou batalha judicial entre Drake e Kendrick Lamar
Juíza Jeannette Vargas já mediou batalha judicial entre Drake e Kendrick Lamar Domínio Público/United States Senate Judiciary Committee

A juíza federal Jeannette Vargas, que recentemente anulou a medida da administração Trump que suspendia o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, já havia ganhado destaque em outro julgamento de grande repercussão, envolvendo os rappers Drake e Kendrick Lamar.

Em 2024, os dois artistas, contratados pela mesma gravadora, a Universal Music Group (UMG), trocaram farpas agressivas em suas músicas.


A polêmica se intensificou com o lançamento de “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, em que o canadense Drake foi descrito como um “pedófilo certificado”.

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Sentindo-se difamado, Drake processou a UMG, alegando que a gravadora sabia que as acusações eram falsas, mas mesmo assim ampliou sua visibilidade para lucrar com o embate.


O caso chegou ao tribunal em outubro de 2025, quando a juíza Vargas acatou o pedido da UMG para arquivar o processo. Em sua decisão, ela destacou que a lei de difamação do estado de Nova York não permitia responsabilizar a gravadora por declarações de opinião, mesmo que formuladas de maneira semelhante a afirmações factuais.

Para Vargas, um ouvinte razoável entenderia que batalhas de rap não constituem “conteúdo verificável e checado”, mas sim manifestações artísticas e opinativas.


A magistrada também lembrou que o próprio Drake havia desafiado Lamar a acusá-lo em outra faixa, “Taylor Made Freestyle”, e chegou a acusar o rival de violência doméstica, reforçando o caráter opinativo das trocas de acusações.

Vargas rejeitou ainda o argumento de que alguns usuários de redes sociais interpretaram as letras como fatos, afirmando que “em um mundo em que bilhões de pessoas estão ativas online, apoio para quase qualquer proposição, por mais absurda, fantasiosa ou irracional que seja, pode ser encontrado com pouco esforço”.

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