O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnosticada em Lito Sousa
Condição não tem cura e tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e complicações
Famosos e TV|Do R7
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O influenciador Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Música, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade rara, neurodegenerativa e fatal que provoca uma deterioração rápida do sistema nervoso.
Segundo a mulher de Lito, Mila, o artista começou a apresentar dormência no braço esquerdo, que posteriormente evoluiu para perda de movimentos. O influenciador permanece lúcido, mas passou por uma série de exames até que o diagnóstico fosse estabelecido. Antes da descoberta da DCJ, ele havia informado que estava tratando um câncer de próstata.
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Segundo o Ministério da Saúde, o DCJ é uma doença neurodegenerativa, ou seja, provoca a perda progressiva das funções das células nervosas. Ela faz parte de um grupo de doenças conhecidas como encefalopatias espongiformes transmissíveis.
O nome está relacionado à aparência que o tecido cerebral pode apresentar durante a análise: com a destruição progressiva de células, o cérebro adquire um aspecto semelhante ao de uma esponja.
A doença é causada por uma proteína anormal chamada príon. Essas partículas são diferentes de vírus e bactérias: são formadas apenas por proteínas e apresentam grande resistência a processos físicos e químicos.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais podem variar, mas a doença costuma provocar alterações neurológicas e cognitivas. Entre os sintomas descritos pelo Ministério da Saúde estão:
- perda de memória e demência;
- tremores;
- falta de coordenação motora;
- dificuldade para falar ou compreender a linguagem;
- alterações na visão;
- espasmos musculares;
- mudanças de comportamento;
- dificuldade para realizar movimentos.
Também podem surgir dor de cabeça, cansaço, sonolência e perda de apetite.
Um dos aspectos mais característicos da DCJ é a velocidade de progressão. As funções neurológicas podem se deteriorar em um período muito mais curto do que em doenças degenerativas mais conhecidas, como o Alzheimer.
Como a doença surge?
A forma mais comum é a esporádica, responsável por aproximadamente 85% dos casos. Nessa situação, não é possível identificar uma causa ou fonte de infecção específica.
Entre 5% e 15% dos casos são classificados como hereditários. Eles estão relacionados a alterações no gene PRNP, que participa da produção da proteína priônica. Um teste genético pode identificar essas mutações.
Existe ainda a forma iatrogênica, que representa menos de 1% dos casos conhecidos. Ela está associada a situações médicas muito específicas, como determinados procedimentos realizados com instrumentos contaminados ou alguns tipos de transplantes.
A DCJ é contagiosa?
Essa é uma das principais dúvidas em torno da doença. Segundo o Ministério da Saúde, não há evidências de transmissão pelo contato cotidiano.
Uma pessoa não contrai a DCJ por abraçar, beijar ou manter contato íntimo com alguém diagnosticado. Também não há evidências de transmissão pelo ar ou pelo compartilhamento de objetos comuns, como copos e talheres.
Os cuidados de prevenção estão principalmente relacionados a procedimentos médicos que possam envolver exposição a tecidos contaminados, com adoção de protocolos rigorosos de biossegurança.
Como os médicos identificam a doença?
O diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas iniciais também aparecem em outras doenças neurológicas. Por isso, é necessário realizar uma investigação para descartar outras causas.
Entre os exames utilizados estão ressonância magnética, tomografia, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano. Testes genéticos também podem ser feitos quando existe suspeita da forma hereditária.
A confirmação definitiva depende da análise do tecido cerebral para identificar alterações características da doença e a presença da proteína priônica anormal.
Existe tratamento?
Atualmente, não há tratamento capaz de curar a DCJ ou impedir sua progressão. O atendimento é direcionado ao controle dos sintomas e às complicações provocadas pela doença. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados morrem em até um ano após o início dos sintomas.
Isso pode envolver acompanhamento médico, cuidados nutricionais, suporte psicológico e assistência para as atividades do dia a dia. O apoio à família também faz parte do cuidado, já que a evolução da doença pode ser rápida.
No caso de Lito Sousa, a esposa informou que ele deixou o hospital e voltou para casa, onde deverá receber cuidados e acompanhamento de um cuidador. Segundo ela, apesar da perda de parte dos movimentos, ele permanece lúcido.
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