O que muda para o príncipe Harry e Meghan Markle com o retorno ao Reino Unido?
Casal voltará ao país anos após renunciar às funções reais
Famosos e TV|Do R7
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O príncipe Harry e Meghan Markle voltarão a morar no Reino Unido com os filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, seis anos depois de deixarem o país e se estabelecerem na Califórnia, nos Estados Unidos. A mudança está prevista ainda em agosto e foi comunicada ao rei Charles 3º no domingo (16), segundo veículos como The New York Times, BBC e The Guardian. Até o momento, o Palácio de Buckingham não fez um anúncio oficial.
A decisão, no entanto, não representa um retorno às funções da monarquia. Harry e Meghan continuarão como membros não atuantes da família real e não devem assumir compromissos oficiais. O casal também pretende manter a residência em Montecito, nos Estados Unidos, e a propriedade que possui em Portugal.
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Os dois filhos do casal, por sua vez, já estariam matriculados em uma escola no Reino Unido e devem iniciar as aulas em setembro. O retorno acontece pouco mais de um mês após a família visitar o Reino Unido e se encontrar com Charles em Highgrove, em Gloucestershire.
Endereço novo
A nova residência não será uma propriedade da família real. Segundo o The New York Times, Harry e Meghan escolheram uma casa particular fora de Londres, embora o endereço ainda não tenha sido divulgado. Northamptonshire, onde fica Althorp, propriedade dos Spencer, aparece entre as regiões consideradas. A área de Cotswolds também é apontada como uma possibilidade.
A proximidade com a família da princesa Diana pode ser um dos fatores envolvidos na mudança. Em julho, Harry, Meghan e os filhos passaram um período em Althorp, residência da família materna do príncipe. O próximo ano também marcará os 30 anos da morte da princesa Diana, em 1997.
A agenda de Harry no Reino Unido também deve pesar na decisão. Os Jogos Invictus, competição criada pelo príncipe para militares e veteranos, serão realizados em Birmingham em 2027. A mudança facilitará sua participação na organização do evento.
Meghan, por sua vez, deverá continuar administrando sua marca de estilo de vida, As Ever, a partir do Reino Unido, enquanto mantém atividades e vínculos profissionais nos Estados Unidos.
A mudança também deverá reabrir uma antiga disputa envolvendo a segurança da família. Depois que Harry e Meghan abandonaram as funções reais em 2020, o casal perdeu a proteção policial de rotina. Harry entrou na Justiça para contestar a decisão, mas perdeu a batalha judicial em 2025.
Perguntado sobre o assunto, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou que a segurança é um assunto privado do casal, sem responder se o governo britânico voltará a financiar a proteção.
Segundo o Guardian, não há indicação de que Harry e Meghan voltarão a ter o benefício.
Relação com Charles marcada por polêmicas
O retorno também ocorre em meio a uma tentativa de reaproximação entre Harry e o pai. Segundo o The Sun, Charles foi informado sobre a mudança apenas quatro dias antes de ela se tornar pública e, segundo relatos da imprensa, estaria satisfeito com a possibilidade de conviver mais frequentemente com o filho e os netos.
O encontro de julho foi particularmente significativo: foi a primeira vez em mais de quatro anos que o rei viu Archie e Lilibet pessoalmente. Harry também já afirmou que gostaria de reconstruir a relação com a família.
A situação com o príncipe William, porém, permanece distante. O herdeiro do trono não se manifestou sobre a mudança do irmão.
O afastamento familiar se aprofundou depois que Harry e Meghan deixaram a vida oficial e passaram a revelar detalhes sobre a relação com a monarquia em entrevistas, documentários e na autobiografia do príncipe, “O que sobra” (Spare, em inglês).
Segundo fontes citadas pelo Page Six, a principal motivação para a mudança pode estar justamente na família. Além da tentativa de Harry de se aproximar do pai, o casal também quer que os filhos tenham uma relação mais próxima com o Reino Unido e com a família paterna.
Uma pesquisa da YouGov realizada após o anúncio, no entanto, não mostra um cenário favorável. O levantamento mostrou que 21% dos britânicos são favoráveis à volta de Harry e Meghan ao país, enquanto 33% são contrários e 45% não souberam responder.
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