Peça icônica que revelou Tim Curry também deu palco para famosos brasileiros; saiba quem
Versão nacional estreou no RJ em 1975, antes da versão norte-americana estrear na Broadway, e reuniu elenco estelar
Famosos e TV|Do R7
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Antes de virar o filme clássico, The Rocky Horror Show (assim mesmo, sem “Picture” no título) fez sucesso nos teatros londrinos em 1973.
Escrita por Richard O’Brien, a peça experimental juntou em uma ópera-rock alguns temas preciosos dos filmes B de terror, como Frankenstein, Drácula e invasões alienígenas.
O tema era bem simples: um casal tem problemas com o carro durante uma viagem e, na ânsia de pedir ajuda, vai dar na casa de um cientista louco que quer criar um homem perfeito (tipo o monstro de Frankenstein), que seja um grande astro do rock.
O elenco original da peça tinha Tim Curry como o cientista maluco, papel que reprisou na adaptação cinematográfica, lançada em 1975.
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Naquele mesmo ano, meses antes do lançamento do filme, estreou a versão brasileira da peça no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro, chamada Rock Horror Show (com o Rock sem y mesmo).
A versão brasileira foi produzida por Guilherme Araújo, figura importante da Tropicália, empresário de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que teve uma trabalheira para trocar as referências da cultura norte-americana por ícones brasileiros, como Carmen Miranda e lobisomens.
O elenco dessa primeira versão brasileira é formidável.
No papel do cientista maluco vivido por Tim Curry, o ator escalado foi Eduardo Conde (conhecido como o vilão do filme Saltimbancos Trapalhões), mas ele ficou pouco tempo no papel e, com problemas de saúde, foi substituído pelo inigualável Edy Star.

As músicas da trilha sonora original da peça foram adaptadas para o português por ninguém menos que Jorge Mautner, junto com Kao Rossman e Zé Rodrix.
Rodrix, que era nome de destaque na MPB da época, também fez parte do elenco, no papel de Eddie. Outro músico lendário no elenco da montagem foi Tom Zé, que fez o papel de Riff Raff.
Tem mais: Wolf Maya fez o papel do marido do casal protagonista, Vera Setta — mãe da atriz Morena Baccarin — fez a personagem Magenta, e a então iniciante Lucélia Santos cantou e encantou no papel de Balista.
Ao contrário da versão norte-americana, que fracassou na Broadway, em Nova York, em agosto daquele ano, a versão brasileira, que estreou em fevereiro, foi um grande sucesso nos três meses em que ficou em cartaz.
Depois da temporada carioca, a peça foi para São Paulo com um elenco diferente, que gravou o registro brasileiro da trilha sonora, lançada pela Som Livre, único registro de uma montagem brasileira da peça original.
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