Quem é o ex-participante de reality show nos EUA condenado por matar a mulher
Sentença de Caleb Flynn está prevista para 5 de outubro e pode resultar em prisão perpétua
Famosos e TV|Do R7
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Caleb Flynn, de 40 anos, ficou conhecido nos Estados Unidos após participar da 12ª temporada do reality musical American Idol, em 2013. Mais de uma década depois o nome do americano voltou a repercutir por um caso criminal: ele foi considerado culpado pelo assassinato da mulher, Ashley Flynn, de 37 anos.
O júri do Condado de Miami, em Ohio, condenou Flynn pelas nove acusações apresentadas no processo, entre elas homicídio qualificado, homicídio, agressão criminosa e adulteração de provas.
A decisão foi anunciada na terça-feira (29), após cerca de duas horas de deliberação. Segundo informações da CNN, a sentença está prevista para 5 de outubro e pode resultar em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
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Participação no ‘American Idol’
Flynn apareceu no American Idol em 2013, durante a 12ª temporada do programa. Ele se apresentou diante dos jurados Mariah Carey, Randy Jackson e Nicki Minaj, mas não conseguiu avançar na competição após a audição.
Na época, o americano falou sobre sua relação com a música e também mencionou a mulher. Durante a participação, descreveu Ashley de forma bastante elogiosa e afirmou que ela o havia incentivado a tentar novamente uma vaga no programa. Anos depois da passagem pelo reality, Flynn passou a levar uma vida familiar em Ohio ao lado de Ashley e das duas filhas do casal.
O caso que levou à condenação teve início em 16 de fevereiro, quando Ashley foi encontrada morta a tiros dentro da residência da família, em Tipp City. Flynn acionou o serviço de emergência e afirmou que um desconhecido havia invadido a casa e disparado contra a mulher enquanto ele estava com as filhas.
A versão apresentada por Flynn, porém, foi contestada pelos investigadores. Segundo a acusação, não foram encontrados sinais compatíveis com a presença de um invasor, e a arma utilizada no crime também não foi localizada. Os promotores sustentaram que a cena havia sido alterada para criar a aparência de uma invasão.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou ainda mensagens trocadas entre Flynn e Alleigha Botner, com quem ele mantinha um relacionamento extraconjugal. Os promotores afirmaram que as conversas ajudavam a estabelecer uma possível motivação para o crime.
A defesa, por outro lado, argumentou que não havia evidência física direta ligando Flynn ao assassinato e destacou que a arma nunca foi encontrada. Além das mensagens, os investigadores apontaram mudanças nos relatos apresentados por Flynn sobre o que aconteceu na madrugada da morte de Ashley. Registros digitais também foram usados pela acusação durante o julgamento.
Ao final, o júri considerou Flynn culpado de todas as nove acusações. Ele deixou o tribunal algemado.
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