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Quem era Patrick Stewart, Professor Xavier de X-Men, que morreu aos 86 anos

Ator inglês enfrentava uma batalha contra a doença de Alzheimer e a demência por corpos de Lewy

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Patrick Stewart, famoso por seus papéis como Professor Xavier nos filmes X-Men e Capitão Picard em "Star Trek", faleceu aos 86 anos em Los Angeles.
  • O ator enfrentava uma batalha contra o Alzheimer e a demência com corpos de Lewy, e sua morte foi anunciada pela assessora Kelly Bush Novak.
  • Stewart teve uma carreira notável no teatro e cinema, recebendo várias indicações a prêmios e lançando um livro autobiográfico que se tornou um best-seller.
  • Além de sua carreira artística, Stewart foi um defensor de causas sociais, incluindo direitos das mulheres, veteranos e vítimas de violência doméstica.

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Patrick Stewart morreu em sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos Reprodução/Instagram @sirpatstew

Patrick Stewart, que ficou conhecido por interpretar o personagem Professor Xavier, nos filmes dos X-Men, e o Capitão Picard, em “Star Trek: A Nova Geração”, morreu na quarta-feira (28) em sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos, aos 86 anos. O ator enfrentava uma batalha contra a doença de Alzheimer e a demência por corpos de Lewy.

Em seis décadas de carreira, Stewart se consagrou como ator de teatro e cinema. Recebeu inúmeras indicações ao Emmy, Globo de Ouro e ao SAG Awards por sua atuação na TV e no cinema. No teatro, recebeu três prêmios Olivier e indicações ao prêmio Tony. Seu livro autobiográfico, “Making It So: A Memoir” (“Fazendo com que Acontecesse: Uma Autobiografia”, em tradução livre), lançado em 2023, tornou-se um best-seller do New York Times.

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Stewart nasceu em 13 de julho de 1940, em Mirfield, Yorkshire, Inglaterra, filho de Alfred e Gladys Stewart. Seu pai trabalhava como operário semiqualificado e era veterano da Segunda Guerra Mundial, estando entre os últimos homens evacuados de Dunquerque.

Alcoólatra inveterado, Alfred era fisicamente abusivo com a esposa, mas não com os três filhos. Somente décadas depois, Stewart descobriu que o comportamento violento do pai provavelmente era consequência de um transtorno de estresse pós-traumático não diagnosticado.

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Sendo o caçula da família, Stewart se sentia apavorado em casa e frequentemente tinha a tarefa de se colocar entre os punhos do pai e a mãe. Crescer nessas circunstâncias o levou a defender veteranos e vítimas de violência doméstica mais tarde na vida.

“Consegui encontrar meu próprio refúgio na atuação. O palco era um lugar muito mais seguro para mim do que qualquer coisa que eu tivesse que enfrentar em casa — oferecia uma fuga. Eu podia ser outra pessoa, em outro lugar, em outra época”, escreveu ele em 2009 no jornal britânico The Guardian.

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Star Trek

No final da década de 1980, Stewart já tinha décadas de experiência em teatro clássico na Inglaterra, mas não estava familiarizado com os Estados Unidos quando recebeu o comando do USS Enterprise.

Segundo informações do Hollywood Reporter, o produtor de “Star Trek: A Nova Geração”, Robert Justman, assistiu por acaso a uma palestra de Stewart na UCLA e o viu lendo Shakespeare em seu característico estilo aristocrático. Justman chamou o ator para uma audição contra a vontade do criador de Star Trek, Gene Roddenberry, que não achava que um britânico careca pudesse ser o rosto da nova série.

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Após um processo de seleção de elenco conturbado, Stewart conquistou o notoriamente exigente Roddenberry e assinou um contrato de longo prazo para interpretar o Capitão Jean-Luc Picard, acreditando que não havia nenhuma chance de a série durar mais de uma temporada.

O ator protagonizou a série por sete temporadas, além de participar de vários filmes derivados, como “Star Trek: Generations”, em 1994. Mais tarde, reprisou o papel na série de sucesso mundial “Star Trek: Picard”, que lhe rendeu o prêmio do Critics Choice Super Award de Melhor Ator em Série de Ficção Científica/Fantasia. A série concluiu sua terceira e última temporada em abril de 2023.

X-Men

Stewart reconheceu que Star Trek o tornou vítima de um estereótipo, então, quando lhe ofereceram o papel do Professor Charles Xavier em “X-Men” (2000), nos últimos anos da franquia cinematográfica de A Nova Geração, ele hesitou, afirma o Hollywood Reporter.

Mas sua interpretação de Charles Xavier no filme que deu origem a uma série de produções dos X-Men foi aclamada pela crítica e pelo público. Com isso, ele reprisou o papel em várias sequências de sucesso da franquia, incluindo “Logan”, ao lado de Hugh Jackman. Em “Vingadores: O Juízo Final”, previsto para ser lançado em dezembro, Stewart volta ao papel pela oitava vez.

Dublagens, prêmios e outros papéis

Apesar desses personagens marcantes, Stewart também se destacou em diversos outros trabalhos no cinema e na televisão, principalmente no mercado de língua inglesa: “LA Story”, de Steve Martin; “Green Room”, de Jeremy Saulnier; “Blunt Talk”; “Robin Hood: Men in Tights”; “Teoria da Conspiração”; “Bárbaros & Traidores”; “Eu, Cláudio”; “Moby Dick”; “Hamlet”; “O Espião que Sabia Demais”; “Extras”, de Ricky Gervais; “O Menino que Queria Ser Rei”; “Match”; “O Rei do Texas”; “Jeffrey – De Caso com a Vida”; “Duna”; “A Última Nota”; “Excalibur”.

O ator também fez dublagens em sucessos de animação de Seth MacFarlane, “Family Guy” e “American Dad”, além de filmes como “O Príncipe do Egito”, “O Galinho Chicken Little” e “Jimmy Neutron: O Menino Gênio”.

Stewart foi um defensor declarado da justiça social, dos direitos das mulheres, da defesa das vítimas de violência doméstica, dos direitos dos veteranos, da crise dos refugiados, dos direitos dos animais, da reforma política e muito mais.

No comunicado anunciando sua morte, nesta quinta-feira (29), a assessora de longa da data Kelly Bush Novak afirmou que o ator faleceu sob os cuidados amorosos de sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente luta contra o Mal de Alzheimer e a Demência com Corpos de Lewy”.

“Ele esteve acolhido pelo carinho de familiares e amigos, cercado por música ao vivo, orações, lágrimas, risos e o tipo de emoção profunda que só ele poderia inspirar, após uma vida inteira dedicada a todos nós. Guardaremos para sempre a serenidade e a reflexão em seu rosto, uma lembrança eterna de sua graça invencível”, acrescentou.

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