Sabrina Boing Boing desabafa: “Vivi um pesadelo, fui ameaçada de morte, coagida e agredida no rosto”
A DJ falou ao R7 sobre a agressão sofrida em festa de Réveillon em Roraima
Famosos e TV|Rodrigo Teixeira, do R7, no Rio

Sabrina Boing Boing revelou em entrevista ao R7 os momentos de tensão que viveu em Roraima, na localidade de Caçari, zona norte de Boa Vista. Contratada para ser DJ em uma festa de Réveillon, Sabrina afirmou que foi agredida por um empresário, sogro de um dos organizadores do evento.
— Vivi um pesadelo, fui ameaçada de morte, coagida e agredida no rosto. Ele me segurou pelo braço e me deu um tapa no meu rosto. Não estou bem! Foi uma maneira péssima de começar um ano, de ser recebida em um estado.
Após a agressão, a DJ contou que ficou escondida no aeroporto com medo e com contou com ajuda de dois seguranças do local.
— Posso dizer que nasci de novo. E quero agradecer aos seguranças que me ajudaram, foram verdadeiros anjos. Em cidade pequena quem tem dinheiro acha que manda. Eu fui na delegacia e registrei um boletim de ocorrência contra o senhor Ricardo Matos. Não aceito violência.
Sabrina explicou que a confusão com os organizadores começou dias antes do evento.
— Fui contratada através de uma agência de DJs pra tocar na festa White River Celebration 2014. Estava tudo certo, porém os problemas começaram com um erro na passagem. A minha apresentação era dia 31, mas o contratante comprou a passagem para o dia 29 e a agência não me avisou. Eu acabei embarcando apenas dia 31. O contratante me ligou e disse que não tinha problemas eu ter pedido a passagem do dia 29, que ele ia comprar uma outra passagem para o dia 31.
Sabrina contou ainda que na apresentação ocorreu tudo bem e que a confusão foi após ela tocar. A DJ foi informada que do seu cachê seriam descontados a despesa extra de sua passagem. A loira foi contrata para tocar no local por R$ 5 mil reais.
— Fiquei indignada quando me disseram que seria descontado do meu cachê o valor do avião, disse que estavam agindo de má fé comigo. Falei para ele que eu iria na delegacia. Fiquei presa no camarim enquanto eles decidiam o que fazer e gritei: “Isso é cativeiro, eu tenho direito de ir e vir”.
Ainda segundo Sabrina, o contratante disse a ela que ele também não tinha culpa pelo erro da agência e que não iria pagar o outro valor.
— Esse Sr. Ricardo entrou no camarim e dissse: "Faz o que você quiser". E iria na delegacia, mas antes iria avisar ao público presente que eles não queriam me pagar. Eu subi no palco e ele me segurou pelo braço. Eu falei: "Tira a mão de mim, não me segura". Quando outro DJ perguntou o que estava acontecendo, antes de eu falar, fui agredia, levei um tapa no rosto, fiquei sem ação e chorei.
Após a agressão, Sabrina foi auxiliada por dois seguranças e foi para a delegacia. A DJ conta ainda, que sofreu ameaças na delegacia após fazer a denúncia e disse ter vivido um dos piores dias de sua vida.
— Da delegacia fui para o hotel, fiz as malas e fui para o aeroporto. O meu pesadelo só acabou só quando eu entrei no avião e saí de Roraima. Eu fiquei 16 horas no aeroporto em uma salinha de depósito. Estava com medo de uma retaliação, fiquei escondida lá, a sensação que eu tinha era que estava quase a cidade toda contra mim. Eu me senti humilhada, riram de mim na certeza da impunidade.
Sabrina disse que ficou envergonhada ao ser agredida, nunca imaginou passar por tal humilhação.
— Após a agressão eu fiquei sem chão, com raiva e chorei muito! Eu nunca imaginei que iria passar por isso na vida. Nunca levei um tapa no rosto do meu pai, fiquei envergonhada e falei que eu iria para a delegacia. Esse homem não pode ficar impune. Homem não pode bater em mulher.
A DJ está determinada a brigar por seus direitos e prometeu levar o assunto para a Justiça.
— Eu senti na pele o que muitas mulheres sofrem. Vou entrar com um processo por agressão e danos morais, vou levar isso até o fim. Ele não pode ficar impune. As mulheres que são agredidas não podem ficar quietas e abaixar a cabeça.
Sabrina afimou que se receber algum dinheiro de indenização vai ajudar mulheres que são vítimas de agressão.
— Se eu receber algum dinheiro disso eu vou doar para alguma ONG que cuida de mulheres em situação de agressão. O que me dói é saber que tem gente que apóia e fecha os olhos para a agressão contra a mulher.
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