Televisão continuará a ser relevante, ‘não importa a tela’, afirma especialista
Há 76 anos no Brasil, TV aberta ‘contribui para a sociedade de várias formas’, diz pesquisador Fernando Morgado
Famosos e TV|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 1950, o brasileiro era introduzido a um novo mundo. Um mundo de informação, novelas, entretenimento e dos temas mais variados, todos transmitidos por um aparelho que, se antes causava estranhamento por seu tamanho e complexidade, hoje já é parte do cotidiano. Foi há 76 anos que o país viu a chegada da televisão e, junto disso, o nascimento de uma nova era.
Mesmo após sete décadas juntos e com o surgimento da internet e celulares, a relação entre o brasileiro e a televisão segue forte, a ponto de a programação aberta ainda concentrar mais de 60% do consumo de vídeo no Brasil, segundo dados da Kantar IBOPE Media.

“É a maior mídia do Brasil por várias razões. Primeiro pelo consumo. [...] Investimento publicitário: a TV aberta é a líder. Quando a gente fala de geração de empregos dentro do audiovisual, ninguém gera mais empregos diretos e indiretos do que a TV aberta. [...] Contribui para a sociedade de várias formas”, listou o consultor e pesquisador Fernando Morgado sobre as qualidades do veículo de comunicação.
O especialista também deu destaque à reputação de credibilidade construída pela televisão ao longo dos anos. “A gente mantém esse hábito: [...] se vai ver o que é verdade ou não, liga a televisão. [...] Isso é muito forte e não se perdeu”. Com os avanços da inteligência artificial e da tecnologia como um todo, cada vez mais plataformas podem surgir, mas Morgado não duvida de que a TV será capaz de se reinventar e manter seu destaque.
“A tendência é que a televisão continue sendo muito relevante, não importa a tela. [...] Especialmente aqui no Brasil, em que a televisão é uma parte fundamental da nossa cultura”. Ao mesmo tempo que os canais assumem uma estratégia de multiplataforma, o consultor destaca que as agências publicitárias deveriam seguir o caminho tomado pelas principais emissoras do país.
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“Um corte da RECORD NEWS no Instagram ou a transmissão Record Plus também é um produto televisivo em termos de linguagem, e que isso seja valorizado também em termos publicitários. [...] A gente vê a sociedade mudando, os hábitos de consumo mudando, e eu acredito que o mercado publicitário também tem que acompanhar isso”, conclui o especialista no Conexão Record News desta quinta (24).
O modo de se fazer e assistir televisão daqui a 70 anos talvez seja completamente diferente do atual, da mesma maneira que tantos avanços ocorreram na década de 50. Contudo, a programação de qualidade e respeito ao público são valores que ainda devem ser levados em conta por um longo tempo.
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